Athletico-PR 4 x 1 Botafogo | Melhores Momentos | 5ª rodada | Brasileirão 2026

Athletico-PR 4 x 1 Botafogo | Melhores Momentos | 5ª rodada | Brasileirão 2026

A goleada sofrida pelo Botafogo foi apenas mais uma notícia ruim em meio a uma sequência interminável de problemas extracampo nesta semana. Dono da SAF, John Textor tomou conta do noticiário: demitiu Anselmi, perdeu poderes na Eagle, soube que terá o seu futuro no Botafogo definido num Tribunal Arbitral e viu a Agência de Fair Play abrir uma investigação de sua gestão.

É impossível não relacionar o extracampo com o futebol dentro das quatro linhas. Hoje, no campo, o Botafogo é reflexo do caos externo. Não há qualquer perspectiva de reviravolta em nenhum dos cenários. O que paira no Botafogo é a insegurança no projeto esportivo, que não consegue mais ser blindado dos problemas da gestão de Textor.

Time do Botafogo antes de enfrentar o Athletico-PR — Foto: Vitor Silva/Botafogo

O placar de 4 a 1 para o Athletico gerou um 'olé' da torcida na Arena e a imagem de jogadores do Botafogo abatidos ainda no gramado logo após o apito final. O time soma apenas seis pontos nos sete jogos disputados e amarga a zona do rebaixamento no Brasileirão.

A verdade é que o Botafogo não tem um elenco para ser rebaixado, mas tem um ambiente propício para se manter longe do caminho das vitórias. Para tentar solucionar a equação (enquanto há tempo), é preciso acertar na escolha do treinador porque o time tem sido desarrumado, desequilibrado e pouquíssimo criativo.

Primeiro tempo

Bellão, técnico do sub-20, foi quem assumiu interinamente e levou a campo uma equipe com algumas mudanças, principalmente devido às ausências de Danilo e Ferraresi, convocados por suas seleções. A escalação inicial foi: Raul; Vitinho, Bastos, Barboza e Alex Telles; Edenilson, Medina e Montoro; Santi Rodríguez, Matheus Martins e Arthur Cabral.

O jogo começou com o Botafogo tendo a primeira chance, logo após um uma falha do Athletico, mas não conseguiu aproveitar. Na sequência, após um erro de Barboza, Viveros carregou a bola desde a intermediária até a área e marcou na saída de Raul.

Rodrigo Bellão, técnico interino do Botafogo, em jogo contra o Athletico-PR — Foto: Vitor Silva/Botafogo

O gol, logo aos três minutos, condicionou o restante do primeiro tempo. O Athletico passou a ceder a posse de bola ao Botafogo, apostando na velocidade para explorar os contra-ataques. O problema é que, apesar de ter mais posse, o Botafogo foi pouco criativo.

Medina, que voltou ao time titular após cumprir suspensão na última rodada, foi quem mais tentou com passes longos e inversões. No entanto, precisa de mais sustentação para ter liberdade e conseguir ser mais criativo.

O empate do Botafogo veio aos 40 minutos: Alex Telles cobrou escanteio, Santos deu rebote, e Edenilson aproveitou dentro da pequena área para marcar. O alívio durou pouco. Já nos acréscimos, o Athletico voltou à frente no placar com mais um gol de Viveros, aproveitando a total desatenção da defesa do Botafogo.

Uma inversão do lado esquerdo para o lado direito deixou a defesa alvinegra confusa e o Botafogo, ficou mais uma vez atrás no placar por uma falha. Perdeu a oportunidade de ir para o intervalo ao menos com o empate para tentar uma reação.

Segundo tempo

A possibilidade — e esperança — de qualquer reação do Botafogo sequer teve espaço no segundo tempo. O Athletico marcou o terceiro gol logo aos quatro minutos. Esquivel cobrou uma falta fechada na área, Aguirre saiu das costas da marcação e cabeceou no canto do gol.

Foi com Edenílson que o Botafogo tentou uma reação rápida. Aos seis minutos, a bola sobrou na área para o volante que teve o primeiro chute bloqueado, mas arriscou novamente no rebote e a bola desviou na defesa antes de sair rente a trave. Na sequência, Raul fez uma grande defesa no chute de Luiz Gustavo.

Luiz Gustavo e Monto em Athletico-PR x Botafogo — Foto: Vitor Silva / Botafogo

O jogou ficou mais dinâmico e animado do que no primeiro tempo, principalmente porque o Athletico optou por jogar ao em vez de arriscar nos contra-ataques. Sem perspectiva de melhora, Bellão demorou a mexer. Fez as primeiras substituições somente aos 13 minutos. Júnior Santos entrou no lugar de Arthur Cabral, que sequer deu um chute no gol, e Villalba entrou na vaga de Santi Rodríguez.

O placar quase se tornou elástico aos 26 minutos, se não fosse o gol anulado. Viveros se apresentou em posição de impedimento e furou a bola. Na sobra, Benavídez marcou o gol. O lance foi anulado pela participação de Viveros. Notícia boa, mas não suficiente para servir de combustível para o Botafogo.

Aos 35, Esquível cobrou uma falta com muito efeito e marcou um golaço em cima de Raul, que se adiantou e foi encoberto pela bola. Com o placar já controlado e ciente de que enfrentava um adversário que não causaria riscos, o Athletico administrou a partida até o apito final.

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