Análise : Atlético
Vitória 2 x 0 Atlético-MG | Melhores momentos | 6ª rodada | Brasileirão 2026
Dezenove minutos de organização oprimidos por mais de 70 de um Atlético-MG incapaz de se impor diante do Vitória no Barradão. Um resultado que valoriza o melhor time no coletivo e na execução do placar de 2 a 0, nesse sábado, impedindo sequência positiva alvinegra no Campeonato Brasileiro.
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Eduardo Domínguez escalou seu quarto time diferente em quatro jogos disputados. Em início de trabalho, o caminho adotado pelo argentino é de realizar trocas na escalação até achar a formação que se encaixe melhor no que entende ser o ideal para competir em 2026.
A linha de três na defesa foi mantida. A única troca no setor foi a entrada de Júnior Alonso, substituindo Vitor Hugo (lesionado).
O meio-campo passou por transformação que vai além nomes. Tomás Perez ganhou a primeira oportunidade de titular como primeiro volante. Com isso, Victor Hugo (à esquerda) e Alan Franco (à direita), jogaram mais avançados. Scarpa ocupou o lado direito, Cuello foi deslocado para a esquerda, e Reinier autou centralizado, como pivô, com Hulk e Cassierra no banco.
Victor Hugo; Vitória x Atlético-MG — Foto: Pedro Souza / Atlético
A nova formação ofensiva trouxe boas impressões nos primeiros 19 minutos de partida: ritmo para controlar o jogo e criar chances de abrir o placar. Na primeira grande oportunidade, Reinier colocou Franco na cara do gol. Ele finalizou forte, mas parou em boa defesa do goleiro do Vitória.
As aproximações do meio geravam finalizações, como a de Reinier, de fora da área. Do outro lado, o Vitória não incomodava, com o Alvinegro não sofrendo na defesa, sem deixar o adversário acelerar o jogo e ter situações de um contra um para o contra-ataque.
Tudo mudou aos 19. Renato Kayzer cobrou falta de longe. Um chute rasteiro passou por debaixo da barreira, que abriu, e surpreendeu Everson: 1 a 0.
Renato Kayzer comemora gol do Vitória no Barradão — Foto: Victor Ferreira / EC Vitória
O Atlético desmoronou após o gol. O time ameaçou uma pressão, mas foi do controle da partida à desordem. Com a bola nos pés, começou a errar, sem ferir pelos lados, nem envolver pelo meio. Não executava bem nenhuma proposta ofensiva.
A partida ganhou velocidade do lado do Vitória. Os contra-ataques deixaram o Alvinegro a cada minuto mais frágil. Erick fez o que quis com o lado esquerdo atleticano (Júnior Alonso e Renan Lodi).
Erick em ação pelo Vitória contra o Atlético-MG — Foto: Victor Ferreira / EC Vitória
O segundo tempo reforçou as limitações do Atlético como time, que não sabia como agir. Já o Vitória, mostrou estar mais pronto como equipe ao executar sua estratégia com tranquilidade para aumentar a vantagem.
Em jogada pela direita, Erick ganhou de Lodi, puxou para o meio e acertou um chute colocado no canto de Everson. Jogo decidido e caminhando para um placar maior, se o time da casa tivesse mais qualidade nas peças da frente.
Domínguez tentou encontrar alternativas no banco. Colocou Hulk e Dudu antes mesmo do segundo gol. Depois, optou por Cassierra e Minda. Acumulou atacantes, mas não tinha ninguém que fizesse a bola chegar para eles.
Eduardo Domínguez; Vitória x Atlético-MG — Foto: Pedro Souza / Atlético
O Atlético piorou com as trocas e em nenhum momento esteve perto de reagir. Este é o terceiro mês do ano, e o clube ainda está longe de ter um time organizado, com uma escalação definida e capaz de brigar pelos seus objetivos no Campeonato Brasileiro. Domínguez, ainda em início de trabalho, segue nessa busca, tentando superar os obstáculos de uma pré-temporada feita sem convicção.