Aliança encontrada em corpo pode confirmar morte de PM desaparecido
PCC e Comando Vermelho: pesquisadora de Oxford explica papel do Brasil no tráfico global de drogas 20:00 Veja entrevista com Annette Idler, diretora do Programa de Segurança Global da Universidade Oxford.
Crédito: Malu Mões/Estadão
A polícia de São Paulo suspeita que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) esteja envolvida no assassinato do policial militar Fabrício Gomes da Silva.
PUBLICIDADE O corpo foi encontrado numa área de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, na manhã deste domingo, 11, depois de o PM ter desaparecido na quarta-feira, 7.
Laudo preliminar apontou traumatismo crânio encefálico e sinais de tortura.
O enterro acontece na tarde desta segunda-feira em uma cerimônia restrita aos parentes.
Os investigadores afirmam que três líderes da facção criminosa deram a ordem para execução do policial.
O motivo teria sido simplesmente o fato de ele, sendo policial, estar me uma área dominada pelo tráfico de drogas.
Movimentação no Cemitério das Cerejeiras para o enterro do policial Fabrício Gomes de Santana, que estava desaparecido após discussão com traficante; família não permitiu entrada da imprensa Foto: Tiago Queiroz / Estadão
Casamento marcado para dali a dois dias
Quatro pessoas foram presas por suspeita de envolvimento na morte do policial militar - veja, abaixo, como teria sido o envolvimento de cada um, segundo a polícia.
O Estadão não conseguiu contato com suas respectivas defesas.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) afirmou “lamentar a morte do agente e disse que as investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos no caso”.
O agente estava com casamento civil marcado para dois dias depois.
Fabrício estava de férias e tinha ido visitar o pai e o filho, que vivem perto da Estrada do M’Boi Mirim.
Santana desapareceu na noite de quarta-feira, 7, na zona sul de São Paulo.
O carro dele foi encontrado carbonizado, no dia seguinte em Itapecerica da Serra, também na região metropolitana da capital.

“Ele se desentendeu com o policial porque ele foi usar um pino de cocaína.
O policial se viu desrespeitado e o repreendeu”, disse o delegado Vitor Santos de Jesus.
“De início, o homem pediu desculpas, mas saiu e foi procurar o pessoal da criminalidade local.
” Dioclécio Moraes foi preso como suspeito de instigar a execução.
O segundo preso, identificado como Isaque Duarte da Silva, levou Fabrício até os criminosos em um bar, o que indica, na visão da Justiça, colaboração com a realização do crime.
“Nesse local, teria ocorrido um julgamento sumário, e o policial teria sido condenado à morte pelo simples fato de ser policial e de estar ‘no lugar errado, na hora errada’.
‘Não poderia estar ali’ naquela região, que seria um reduto do crime, vamos dizer assim”, disse o delegado.
Carro do PM desaparecido foi encontrado carbonizado na Grande São Paulo Foto: PM/Divulgação

André Colombo, caseiro do sítio onde o corpo foi encontrado, foi preso temporariamente, informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Publicidade Os dois homens que teriam sido os responsáveis pela execução e por roubar a arma do policial ainda não foram presos.
Os policiais e cães farejadores chegaram ao endereço onde o corpo foi encontrado a partir de uma denúncia anônima.
No domingo, a área onde o corpo foi encontrado passou por perícia e o corpo foi encaminhado ao ao Instituto Médico Legal para identificação.
A confirmação foi feita após exames de impressão digital, informou a SSP-SP.
A Polícia Civil trabalha agora para cruzar as evidências encontradas