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Zagueiro acusa São Paulo de negligência médica em ação de R$ 14 milhões

Tressoldi diz à Justiça que começou a sentir fortes dores em confronto diante do Palmeiras no dia 11 de maio, mas foi orientado a seguir em campo mesmo avisando o São

Zagueiro acusa São Paulo de negligência médica em ação de R$ 14 milhões

O caso tem uma audiência prevista para hoje.

Tressoldi diz à Justiça que começou a sentir fortes dores em confronto diante do Palmeiras no dia 11 de maio, mas foi orientado a seguir em campo mesmo avisando o São Paulo. Em seguida, diz que foi escalado para a partida contra o Libertad no dia 14 sem que tivesse sido realizado qualquer exame.

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No dia 15, uma ressonância magnética apontou uma lesão de menisco, edema e tendinopatia no tendão patelar. Ainda assim, ele foi escalado para enfrentar o Náutico no dia 20. Leia também: Memphis Depay lança clipe de música nova com Parque São Jorge 'em chamas'; veja

Ruan ainda alega que, imediatamente após a lesão, o São Paulo deixou de pagar ao Sassuolo, da Itália, clube ao qual ele pertencia, os valores do empréstimo.

Tressoldi narra que foi submetido, sem ter informações suficientes para tomar uma decisão, ao procedimento de Plasma Rico em Plaquetas, que até julho de 2026 era considerado experimental pelo CFM e restrito a protocolos de pesquisa no Brasil.

Depois desse procedimento, decidiu-se pela cirurgia, mas o zagueiro afirma que, em meio a discussões e atrasos entre São Paulo e Sassuolo, a operação passou a ser adiada, com nenhum dos dois clubes disposto a arcar com ela.

No dia 30 de junho, final do seu contrato de empréstimo, foi liberado pelo São Paulo sem passar pela operação. Ela aconteceu no dia 8 de julho, e foi paga em quatro vezes no cartão de crédito. Mais de esporte

O São Paulo diz no processo que o zagueiro tinha acesso a plano de saúde com cobertura premium, que incluía atendimento no Hospital Albert Einstein, "apta a custear os procedimentos necessários ao seu tratamento e bem-estar, inexistindo qualquer negativa de assistência que possa ser imputada ao SPFC".

Ao longo desse processo, ele afirma, ficou com três meses de direitos de imagem atrasados. Recebeu R$ 444 mil do clube referentes a rescisão contratual. Leia também: Palmeiras encaminha venda de Allan ao Manchester City e pode conseguir R$ 250

Tressoldi cobra do clube um total de R$ 13,7 milhões, sendo: R$ 540 mil em direitos de imagem atrasados; R$ 420 mil em verbas rescisórias; R$ 26,4 mil em ressarcimento de despesas médicas; R$ 4,5 milhões em danos morais; R$ 450 mil em multas; R$ 6 milhões em indenização pela não contratação de seguro de atleta; R$ 1,8 milhões em honorários advocatícios e outros valores a serem calculados.

O São Paulo afirma que todos os valores rescisórios foram pagos rigorosamente de acordo com a Lei, que o zagueiro teve acesso integral a acompanhamento médico profissional e que não houve qualquer tipo de negligência no caso.

O clube viveu em 2025 uma crise profunda de lesões, chegando a ter 65 jogadores machucados ao longo da temporada. Além da turbulência política, houve uma crise de comando e conflito de filosofias de trabalho no departamento médico, principalmente no segundo semestre.

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