
Crédito, Joédson Alves/Agência Brasil
- Author, Redação
- Role, Da BBC News Brasil
- Published Há 3 horas
- Tempo de leitura: 5 min
A Ypê orientou nesta segunda-feira (19/5) que consumidores não utilizem produtos afetados pela decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e mantenham os itens armazenados até nova deliberação da agência reguladora.
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Em comunicado oficial divulgado após a decisão da diretoria colegiada da Anvisa de manter parte das restrições impostas à empresa, a fabricante informou que os produtos abrangidos pela resolução "permanecem com sua distribuição e comercialização suspensas".
A orientação vale para produtos das categorias lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes;
fabricados na unidade da empresa em Amparo, no interior de São Paulo, e identificados com final de lote 1. Leia também: Gasolina de má qualidade e outros 3 motivos que explicam a onda de protestos na
"Reforçamos a determinação da Agência de não utilização dos itens alcançados pela medida, até posterior deliberação da autoridade sanitária", afirmou a empresa.
A Ypê informou ainda que orientou toda sua cadeia de distribuição e varejo para que os produtos atingidos sejam segregados e armazenados fora de exposição para venda.
Segundo a companhia, consumidores que possuírem os produtos devem mantê-los guardados e não descartá-los até novas orientações da Anvisa.
O comunicado representa uma mudança importante em relação aos primeiros dias da crise, quando o caso acabou transformado em disputa política nas redes sociais e apoiadores da marca passaram a incentivar o uso dos produtos mesmo após alertas sanitários.
A decisão da Anvisa
Fim do Promoção Agregador de pesquisas
Na quinta-feira (15/5), a diretoria colegiada da Anvisa formou maioria para manter parte das restrições impostas contra produtos da Ypê após identificar falhas sanitárias consideradas "graves e sistêmicas" na fábrica da empresa em Amparo.
Pela decisão, continuam suspensos a fabricação, comercialização, distribuição e o uso dos produtos afetados. Leia também: A preocupação dos proprietários de hotéis nos EUA frente ao baixo nível de
O recolhimento obrigatório dos produtos, porém, ficou temporariamente suspenso até que a empresa apresente um plano estruturado de mitigação de riscos e rastreabilidade a ser aprovado pela agência.
Segundo os diretores da Anvisa, um recolhimento nacional em larga escala exige planejamento logístico, mecanismos de rastreabilidade e comunicação coordenada com consumidores e distribuidores para evitar falhas na retirada dos produtos do mercado.
"A execução de um recolhimento sem o devido planejamento pode comprometer sua abrangência e reduzir a eficácia da medida sanitária", afirmou o relator do caso durante a sessão.
Os diretores também destacaram que a decisão foi baseada em critérios técnicos e sanitários, e não políticos.
"Não [nos] pautamos e nunca pautaremos em critérios políticos, mas sim na responsabilidade que temos com a sociedade", afirmou o diretor Daniel Pereira.

Como o caso começou
- Deficiência no controle de garantia da qualidade;
- Ausência de validação de processos e métodos analíticos;
- Monitoramento microbiológico inadequado;
- Fragilidade na rastreabilidade e segregação de produtos não conformes;
- Falhas na adoção de ações corretivas eficazes.
A bactéria Pseudomonas aeruginosa
A politização do caso
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