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Xi e Putin se unem em críticas aos EUA sobre questões nucleares e de segurança

Xi e Putin se unem em críticas aos EUA sobre questões nucleares e de segurança

PEQUIM, 20 ⁠Mai (Reuters) – China e Rússia condenaram os planos do escudo ⁠de defesa antimísseis Domo de Ouro do presidente dos EUA, Donald Trump, ‌e a política nuclear ‘irresponsável’ de Washington em uma cúpula conjunta na quarta-feira, uma semana após o presidente Xi Jinping receber Trump em Pequim.

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Um comunicado de Xi ‌e do presidente russo, Vladimir Putin, afirma que o plano de Trump para um sistema interceptador de mísseis baseado em terra e no espaço representa uma ameaça à estabilidade estratégica global.

Também criticou os Estados Unidos pela expiração do último tratado remanescente que restringe o tamanho dos arsenais nucleares dos EUA e da Rússia, que ⁠expirou ‌em fevereiro, com Trump não tendo respondido à proposta de Moscou de estender ⁠os limites por um ano.

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Xi e Putin, que se encontraram mais de 40 vezes, enfatizaram a proximidade dos laços entre a Rússia e a China, selados em 2022 com a assinatura de um tratado de parceria estratégica, menos de três semanas antes da invasão em grande escala da Ucrânia por ​Moscou. Leia também: Técnico de Cabo Verde sonha alto após começo impressionante na Copa do Mundo

Para Xi, isso coroou uma semana notável de diplomacia, na qual ele se propôs a mostrar a China como um pilar de estabilidade em um ​mundo abalado por guerras comerciais e conflitos militares no Irã e na Ucrânia.

Enquanto a cúpula com Trump tratou, em grande parte, de administrar as tensões entre os dois países mais poderosos do mundo, a reunião com Putin apresentou um desafio diferente — como demonstrar progresso em um relacionamento que os dois lados já ‌proclamaram ser ‘sem limites’.

Mas não houve nenhum avanço aparente em ​um novo e enorme gasoduto de gás natural, o Power of Siberia 2, que os dois lados vêm discutindo há anos.

Durante a última visita de Putin, em setembro de 2025, ⁠a gigante russa de gás Gazprom disse ​que ambos os lados haviam concordado em avançar com o Power of Siberia 2, um gasoduto de 2.600 km para transportar 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano ​da Rússia para a China via Mongólia. Mais de economia

A China tem falado muito pouco publicamente sobre o projeto. Embora Xi tenha dito na quarta-feira ​que a cooperação em energia ⁠e conectividade de recursos deveria ser o ‘lastro’ nas relações entre a China e a Rússia, ele não mencionou ⁠o gasoduto. Leia também: Arthur Henrique é o mais votado, mas eleição de Roraima segue sob análise do TSE

Questões importantes, como o preço do gás, continuam sem solução, e os analistas esperam que as negociações possam levar anos.

O Kremlin disse que os dois lados chegaram a um ‘entendimento geral sobre os parâmetros’ do projeto, embora nenhum detalhe ou cronograma claro tenha sido acordado.

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