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Ler matéria →Zug (Suíça)– Thiago Wild conquistou neste domingo seu maior título em três anos ao vencer o challenger 125 de Zug, disputado no saibro suíço. O paranaense de 25 anos derrotou na final o anfitrião Marc-Andrea Huesler por 6/4 e 6/3, em 1h19 de partida, faturando seu 11º troféu como profissional e o sétimo no circuito challenger.
Além do título, Wild garante um importante salto no ranking da ATP. Com os 125 pontos conquistados, o brasileiro deve subir para a 206ª colocação, posição suficiente para assegurar presença na disputa do qualificatório do US Open, cuja lista de inscritos será fechada nas próximas semanas. Ele também recebe um prêmio de 33.650 euros.
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Esta foi a terceira final de challenger disputada por Wild em 2026. O brasileiro havia sido vice-campeão em Itajaí, em janeiro, e conquistado o título em Piracicaba, no fim de junho, ambos também no saibro. O troféu em Zug iguala sua maior conquista no circuito challenger, repetindo o feito de Gênova, em 2023, também em torneio da categoria 125. O principal título da carreira do paranaense continua sendo o ATP 250 de Santiago em 2020.
Despedida de Huesler
Adversário de Thiago Wild na decisão, Marc-Andrea Huesler fez neste domingo sua despedida do circuito profissional, diante da torcida em seu país natal. Nascido em Zurique, ele havia anunciado dias antes que o challenger de Zug seria o último torneio de sua carreira. “Última dança em casa”, escreveu o suíço nas redes sociais ao confirmar a aposentadoria.
Aos 30 anos, Huesler encerra a carreira tendo alcançado o 47º lugar do ranking mundial, em 2023. Seu principal resultado foi a conquista do ATP 250 de Sófia, em 2022, além do título de duplas em Gstaad, em 2021, ao lado do compatriota Dominic Stricker. Nesta temporada, o suíço foi semifinalista do challenger de Quimper e quadrifinalista em Lugano antes da campanha até a decisão em Zug, que lhe rendeu uma premiação de 19.700 euros. Mais de esporte
Brasileiro é melhor e aproveita as oportunidades
Apesar do equilíbrio em boa parte da decisão, Thiago Wild foi mais eficiente nos momentos decisivos e soube explorar a instabilidade do adversário. Huesler venceu apenas 56% dos pontos com o primeiro saque e 39% com o segundo durante toda a partida, enquanto o brasileiro registrou aproveitamento de 73% e 58%, respectivamente, nos mesmos fundamentos. Leia também: Após quatro vices, Brasil encara Turquia por título inédito da VLN Feminina
No primeiro set, Wild conseguiu a quebra no terceiro game, sofreu o empate logo em seguida, mas retomou a vantagem imediatamente com uma nova quebra, que se mostrou decisiva. O paranaense ainda precisou escapar de três break-points quando sacava em 3/2 e, após confirmar o serviço, controlou a parcial até fechar em 6/4.
O roteiro se repetiu na segunda parcial. Depois de desperdiçar um break-point no terceiro game, o brasileiro enfim conquistou a quebra no quinto. Na sequência, enfrentou novo momento de pressão ao salvar mais três oportunidades de quebra de Huesler. A partir dali, passou a dominar as ações, confirmou todos os serviços restantes sem sustos e fechou a partida com uma nova quebra para conquistar o título.
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