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Wesley cortado da seleção: o que é lesão grau 3 no adutor e por que ela é tão

Wesley cortado da seleção: o que é lesão grau 3 no adutor e por que ela é tão grave Quadro do lateral é mais grave que o de Neymar, que segue se recuperando, mas foi

Wesley cortado da seleção: o que é lesão grau 3 no adutor e por que ela é tão

Wesley cortado da seleção: o que é lesão grau 3 no adutor e por que ela é tão grave Quadro do lateral é mais grave que o de Neymar, que segue se recuperando, mas foi mantido na escalação Faltando menos de uma semana para a Copa do Mundo começar para a Seleção Brasileira, o lateral-direito Wesley viu o fim do sonho de defender seu país na edição 2026 do torneio: no domingo (7), um dia após sair machucado ainda no começo do amistoso preparatório contra o Egito, a equipe médica do Brasil confirmou uma lesão na perna esquerda que inviabiliza sua participação no torneio. Aos 22 anos, Wesley, que hoje joga na Roma, da Itália, será substituído pelo volante Éderson, que atua na Atalanta, também do futebol italiano. Entenda melhor a lesão sofrida pelo lateral do Brasil e por que a seleção achou melhor cortá-lo da lista final– diferentemente do que ocorreu com Neymar, que também se recupera de lesão muscular, mas segue na equipe.

Entenda a lesão sofrida por Wesley Segundo os exames de imagem realizados após o jogo, Wesley sofreu uma lesão de grau 3 na região adutora da coxa esquerda. Os adutores são um grupo de músculos localizados na parte interna da coxa e, em suas diferentes subdivisões, estendem-se da virilha até o joelho.

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O grau 3 é o mais grave, pois envolve uma ruptura total de fibras musculares. Isso exige um tempo de recuperação mais longo, que varia de acordo com a localização específica do machucado, a extensão da ruptura e fatores de saúde individual e do próprio processo de reabilitação. No entanto, o tempo fora dos campos costuma ser de dois a três meses, muito além da duração da Copa do Mundo, que tem a final prevista para 19 de julho, dentro de 41 dias. Leia também: Internações por ansiedade entre adolescentes crescem mais de 800% em uma década

Por que Wesley foi cortado e Neymar não Mais além de uma discussão sobre a hierarquia ou a importância de cada jogador no contexto da Seleção Brasileira, a explicação médica é simples: no caso de Neymar, há expectativa de que ele possa se recuperar enquanto a Copa do Mundo ainda acontece, algo que seria impossível com Wesley. Após ser inicialmente diagnosticado com um edema, Neymar posteriormente teve seu quadro reclassificado como uma lesão de grau 2, um nível abaixo da sofrida por Wesley. Lesões musculares são divididas da seguinte forma:- Grau 1: rupturas microscópicas que são identificadas apenas na ressonância magnética.

O tempo de recuperação costuma ser inferior a um mês.- Grau 2: ruptura parcial nas fibras musculares. O tempo de recuperação é maior e tende a levar mais de um mês, mas raramente passa de dois.

- Grau 3: ruptura total das fibras. O tempo de recuperação muitas vezes chega a três meses e pode exigir, além da fisioterapia, uma cirurgia reparadora. Neymar não só teve uma lesão menos grave, como se machucou mais cedo. Mais de saude

A linha do tempo do seu período de reabilitação batia com o calendário da Copa do Mundo. Substituição após a “convocação final” não é inédita A Fifa exigiu que todas as 48 seleções da Copa do Mundo enviassem sua convocação final até o começo do mês, mas a entidade autoriza substituições emergenciais por razões médicas até 24 horas antes da estreia de um país no torneio.

No caso do Brasil, a troca foi feita com folga, já que a equipe só disputa sua primeira partida em 13 de junho, contra o Marrocos. Se uma lesão ocorre após o começo da competição, a substituição de convocados não é mais autorizada e a seleção deve seguir em frente com os jogadores ainda disponíveis no elenco. Para 2026, são 26 atletas ao todo, três dos quais são goleiros. Leia também: Por que a vacina do Butantan será suspensa? Ministério da Saúde investiga mortes

Foi a primeira vez em 20 anos que a Seleção Brasileira precisou fazer uma troca do tipo. Em 2006, o volante Edmílson sofreu uma lesão no menisco lateral do joelho direito durante os treinos pré-Copa, acabou cortado e substituído por Mineiro. Uma troca ainda mais famosa havia ocorrido no Mundial anterior: Émerson, até então o capitão do Brasil, sofreu uma luxação no ombro também durante os treinamentos, quando fazia bico como goleiro em uma atividade recreativa.

Ele foi substituído na convocação por Ricardinho, enquanto a braçadeira de capitão do time acabou indo para o lateral Cafu, que depois ficou eternizado como responsável por erguer a taça do pentacampeonato.

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