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WEG voltou a ser tese de crescimento? O que esperar para ação após saltar 10%

Os papéis dispararam cerca de 10% após a divulgação dos resultados , refletindo uma combinação de margens acima do esperado, aceleração dos negócios industriais no

WEG voltou a ser tese de crescimento? O que esperar para ação após saltar 10%
Foto: Adobe Stock
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A forte reação das ações da WEG (WEGE3) após o balanço do segundo trimestre reacendeu uma discussão que havia perdido força nos últimos meses: a companhia voltou a ser uma tese de crescimento para o mercado?

Os papéis dispararam cerca de 10% após a divulgação dos resultados, refletindo uma combinação de margens acima do esperado, aceleração dos negócios industriais no Brasil e sinais de que o pior momento do ciclo de desaceleração pode ter ficado para trás. Embora os analistas ainda apontem riscos relevantes— especialmente relacionados às tarifas dos Estados Unidos e à fraqueza do segmento solar —, a leitura predominante é de que o trimestre trouxe maior confiança na trajetória de expansão para 2027 e 2028.

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“O resultado não muda completamente a tese, mas reduz significativamente os riscos”, resumiu o Itaú BBA.

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O lucro líquido do segundo trimestre superou o consenso do mercado em cerca de 5%, enquanto a margem Ebitda atingiu 21,8%, retornando aos níveis observados em 2024 e 2025. A rentabilidade foi sustentada por um mix de produtos mais favorável, ganhos de produtividade e maior participação de negócios de maior margem.

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Para o Santander, o trimestre mostrou uma recuperação mais rápida do que o esperado. Além da margem acima das projeções, a instituição destacou a demanda robusta em segmentos de ciclo longo, transmissão e distribuição de energia (T&D) e data centers, bem como uma carteira de pedidos considerada saudável.

O ponto de inflexão chegou?

Nos últimos trimestres, investidores questionavam se a WEG conseguiria voltar a apresentar o crescimento que historicamente justificou seus múltiplos elevados na Bolsa.

O Itaú BBA avalia que o segundo trimestre deveria marcar justamente esse ponto de inflexão. Segundo o banco, a combinação de novas capacidades produtivas entrando em operação no segundo semestre e bases comparativas mais fáceis cria condições para uma reaceleração dos resultados.

“Investidores de longo prazo podem agora se sentir mais confortáveis em comprar a ação e esperar pela reaceleração dos lucros”, afirmaram os analistas. Mais de economia

A XP Investimentos, embora classifique os números como apenas marginalmente positivos em termos absolutos, destaca que o sentimento do mercado antes da divulgação estava bastante deteriorado, o que ajuda a explicar a forte reação dos papéis.

A casa chama atenção para a melhora sequencial das margens e para o crescimento orgânico da receita de 7% na comparação anual, excluindo efeitos cambiais, acima das expectativas de mercado.

Já o BTG Pactual foi mais enfático ao levantar a pergunta que passou a dominar o debate após o resultado: “o retorno da tese de crescimento?”. Leia também: Dow Jones Futuro recua com temores sobre gastos da Alphabet com IA

Para o banco, a forte geração de caixa, o aumento dos investimentos em expansão de capacidade e um ROIC de 34% reforçam a percepção de que a companhia está construindo as bases para um novo ciclo de crescimento. O BTG avalia que, com uma base cambial mais equilibrada e a entrada gradual de novas fábricas e linhas de produção ao longo do segundo semestre, os investidores podem voltar a atribuir prêmio à combinação de crescimento e expansão de margens que historicamente caracterizou a WEG.

O que sustentou o resultado?

Parte importante da surpresa positiva veio da recuperação da área de Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais (EEI) no mercado doméstico.

Segundo o Bradesco BBI, a receita do segmento avançou 16,5% na comparação anual, acelerando fortemente em relação ao primeiro trimestre, quando havia crescido apenas 1,7%.

A leitura dos analistas é que a atividade industrial brasileira mais aquecida ajudou a impulsionar a demanda. Além disso, a margem Ebitda ficou cerca de 0,6 ponto percentual acima tanto das projeções do banco quanto das estimativas do consenso.

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