França convoca militares e Espanha declara emergência nacional por incêndios
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Crédito, Cortesia Ministério Público do Panamá
- Author, Leire Ventas
- Role, Correspondente da BBC News Mundo em Los Angeles
- Published Há 52 minutos
- Tempo de leitura: 12 min
"Tony, como o chamávamos carinhosamente, tinha completado 19 anos em maio", lembra sua mãe, Marta Márquez. "Ele havia acabado de concluir a formação de piloto nos Estados Unidos, seguindo os passos do pai, e iniciava o treinamento como observador de voo. Estava muito animado."
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Para Saúl Schwartz, empresário de 35 anos que fazia negócios na Zona Livre de Colón, a segunda maior cidade do Panamá, na costa do Caribe, a 80 quilômetros da capital, aquele era apenas mais um voo.
Era um percurso curto e rotineiro que o levaria de volta para casa, na Cidade do Panamá, assim como aos outros 18 passageiros da aeronave das Alas Chiricanas. Eles partiam da segunda maior zona franca do mundo— e principal centro de distribuição comercial da América Latina.
Mas, dez minutos após decolar do aeroporto France Field, o avião explodiu em pleno voo. Os destroços se espalharam pelo morro Santa Rita. Ninguém sobreviveu. Leia também: França convoca militares e Espanha declara emergência nacional por incêndios
Com um suspeito extraditado da Venezuela e apontado por Israel como integrante do Hezbollah— grupo político e militar muçulmano xiita sediado no Líbano e apoiado pelo Irã —, o Ministério Público do Panamá passou a investigar o episódio como "um ato com características convencionais de terrorismo".
Se essa hipótese se confirmar, o ataque terá sido o pior atentado terrorista da história do Panamá.
"Reunimos novos elementos que consideramos fundamentais para esclarecer o caso", disse a promotora Geomara Guerra, responsável pela investigação, em entrevista à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC. "Estamos no caminho certo.
A primeira investigação: sem avanços significativos
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Um dos primeiros a chegar às encostas do morro Santa Rita, em busca de familiares, naquele 19/7, foi o cineasta panamenho Abner Benaim, sobrinho de Saúl Schwartz.
"Havia muita chuva e lama. Caminhei por muito tempo. Até hoje não sei dizer quanto. Depois me disseram que atravessamos um rio. No fim, chegamos ao local onde o avião caiu", contou Benaim, à BBC News Mundo.
A polícia já estava na área quando um dos agentes barrou sua passagem. Leia também: O que Javier Milei vem fazer no lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro
"Eu disse que era parente de um dos passageiros e que queria ajudar. Ele respondeu: 'Não, não. Estão todos mortos'", lembra.
Aquela frase acabou se transformando em um documentário que Benaim levaria anos para concluir. O filme é, ao mesmo tempo, um relato pessoal e uma tentativa persistente de encontrar respostas para as perguntas que ainda cercam o caso.
"De repente, o que pode ter acontecido com meu tio em 1994 passou a ser a coisa mais importante da minha vida. Foi como se o avião tivesse explodido em cima de mim", Benaim diz à psicóloga em uma das cenas de Paraíso Tropical, lançado em abril deste ano (sem previsão de estreia no Brasil).

Crédito, Cortesia do Ministério Público do Panamá
Com o tempo, algumas dessas perguntas começaram a ser respondidas, enquanto outras continuam envoltas na mesma névoa densa que cobre as colinas da costa caribenha durante a temporada de chuvas.
A reabertura do caso

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