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Vendas em bares e restaurantes recuam em março, mas avançam no trimestre

Os dados são do Índice Abrasel-Stone, relatório mensal divulgado pela Stone, em parceria com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes)

Vendas em bares e restaurantes recuam em março, mas avançam no trimestre

Apesar de as vendas no setor de bares e restaurantes terem recuado 0,5% em março ante fevereiro, o setor ainda acumulou alta de 2,8% no primeiro trimestre de 2026 ante o mesmo período do ano passado. Os dados são do Índice Abrasel-Stone, relatório mensal divulgado pela Stone, em parceria com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Segundo a pesquisa, houve estabilidade em março em relação ao mesmo mês de 2025, marcando o sexto mês consecutivo em que o setor opera em patamar igual ou superior ao do ano anterior. De 24 estados analisados, 14 apresentaram crescimento nas vendas, mostrou o índice.

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Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, reconheceu que o ano começou um pouco mais difícil, com aumento do número de empresas trabalhando em prejuízo e sem conseguir repassar a inflação. “Mesmo assim, estamos com alta no faturamento em relação ao mesmo período do ano passado. E esperamos um bom movimento nos próximos meses, com datas fortes como o Dia das Mães e a Semana dos Namorados, além da Copa do Mundo no meio do ano”, previu. Leia também: Confiança dos brasileiros no hexa aumenta, mas maioria ainda não crê no título

Sobre o desempenho do primeiro trimestre, que foi melhor que o do ano anterior, mas ficou 0,3% abaixo do verificado no último trimestre de 2025, Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, avaliou que esse comportamento recente reflete um cenário de resistência do segmento diante de pressões macroeconômicas.

“Mesmo com oscilações mensais, o setor de bares e restaurantes tem conseguido sustentar um nível de atividade acima do observado no início de 2025, o que evidencia uma resiliência importante, especialmente considerando o ambiente de crédito mais restritivo”, afirmou.

Freitas também destacou o papel do mercado de trabalho como principal fator de sustentação do consumo. “A renda e o emprego seguem como vetores positivos, sustentando a demanda. Por outro lado, o elevado comprometimento da renda com dívidas e o custo do crédito continuam limitando o consumo discricionário, o que impede uma recuperação mais consistente do setor”, disse. Mais de economia

 Análise regional e anual

Dos 24 estados contemplados pelo levantamento, 14 apresentaram crescimento nas vendas de bares e restaurantes na comparação anual em março. Os destaques positivos foram Amazonas (19,5%), Tocantins (9,5%) e Paraíba (7,5%), seguidos por Sergipe (4,4%), Rondônia (4,2%), Mato Grosso (3,9%), Pernambuco (2,4%), Piauí (2,0%), Pará (1,9%), Mato Grosso do Sul (1,7%), Roraima (1,5%), Rio Grande do Sul (1,3%), São Paulo (1,1%), Ceará (0,8%) e Minas Gerais (0,7%). Alagoas apresentou estabilidade (0,0%). Leia também: Dólar hoje recua em linha com exterior de olho nas negociações entre EUA e Irã

Já entre os estados com desempenho negativo, as quedas foram observadas na Bahia (8,6%), Espírito Santo (8,2%), Rio Grande do Norte (4,7%), Goiás (4,5%), Maranhão (3,7%), Santa Catarina (3%), Rio de Janeiro (1,5%) e Paraná (0,2%).

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Roberto de Lira

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