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Veja os fundos imobiliários que rendem mais que a nova Selic de 14%

Ativos mencionados na matéria (Shutterstock) Publicidade O Comitê de Política Monetária ( Copom ) reduziu os juros básicos para 14% ao ano, mas a taxa continua bem alta

Veja os fundos imobiliários que rendem mais que a nova Selic de 14%
(Shutterstock)
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O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu os juros básicos para 14% ao ano, mas a taxa continua bem alta, embutindo um juro real de quase 9% ao ano. Mesmo assim, vários fundos imobiliários vêm distribuindo rendimentos que superam a Selic.

Levantamento feito pelo InfoMoney com dados da Economática mostra que 8 entre 34 fundos imobiliários com mais de R$ 1 bilhão de patrimônio e sem perdas nas cotas no ano apresentaram um retorno nominal em dividendos em 12 meses superior aos 14% da nova Selic.

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Mas, como os fundos imobiliários são isentos de imposto de renda, se for considerado o ganho líquido apenas, ou seja, descontado o imposto de pelo menos 15% dos 14% da Selic e que reduziria o ganho final para o investidor para 11,90% ao ano, o número de fundos que supera o ganho do juro básico sobe para 20 dos 34. Leia também: BofA gasta US$ 250 mi por ano com GLP-1 para seus funcionários: “Grande impacto”

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Rentabilidade passada não é garantia de ganho futuro, mas o levantamento mostra que há um bom número de fundos imobiliários com retorno considerável. “Quando a gente faz a conta do dividend yield de muitos fundos, eles estão rodando muito próximos de um CDI descontado a alíquota de imposto de 15% sobre a aplicação, inclusive fundos de tijolos”, afirma Marx Gonçalves, head de fundos listados da XP Investimentos.

Ele cita o Vinci Logistica e o XP Logística como exemplos de fundos de tijolos, com ganhos próximos de 95% do CDI líquido. No caso dos fundos de papel, o ganho é ainda maior, assim como nos fundos de fundos multiestratégia. “Mas é importante comparar a aplicação com a renda fixa já deduzido o imposto”, diz.

Gonçalves destaca que os fundos imobiliários em geral estão com suas cotas desvalorizadas diante de uma pressão que já vem há três meses por conta da alta dos juros dos títulos longos do governo, e que voltou a se acentuar neste início de mês. O índice fundos imobiliários da B3, o IFIX, acumula queda de 0,4% no ano até 6 de agosto. Mas, em termos operacionais, a maioria desses fundos está indo muito bem. Mais de economia

E a queda do preço da cota diante de um mesmo nível de provento aumenta o retorno em dividendos dos fundos.

Para Gonçalves, esse movimento lembra ao investidor que o investimento no fundo imobiliário é de médio e longo prazo, para que ele tenha conforto nessas oscilações de curto prazo no preço das cotas. “Faz parte da estratégia de investimento nessa classe de ativos”, diz. Leia também: EUA reduzem cota de açúcar do Brasil e condicionam reversão a acordo comercial

O corte de juros do Copom já estava nos preços do mercado e, desse modo, não houve impacto considerável nos fundos imobiliários no curto prazo, diz Matheus Jaconeli, analista de investimentos e portfólio da ZIIN DTVM. E as perspectivas para o final do ciclo de redução da Selic estimam apenas mais um corte tímido, para 13,75%, mantendo o juro real em patamar elevado.

Mesmo assim, há fundos que pagam mais que a Selic, especialmente os high yield, que aplicam em papéis de maior risco, diz Jaconeli. Por isso, ele destaca a importância de o investidor observar a carteira do fundo: se em papéis ou recebíveis imobiliários, a qualidade dos devedores e, se em imóveis, os riscos de vacância ou queda de receita no caso de shoppings e galpões logísticos.

Gonçalves, da XP, reforça que o retorno em dividendos é importante, mas é secundário em relação a outros pontos como a qualidade do gestor e da governança do fundo e o portfólio, se é de títulos de baixo risco ou imóveis de qualidade e bem localizados no caso dos de tijolos. E outro ponto é o preço das cotas em relação ao patrimônio. “Não adianta comprar uma cota de uma ótima gestora com ótimos imóveis no preço errado, porque no final sua rentabilidade vai ser mais baixa”.

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Angelo Pavini
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