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Vale (VALE3) adianta projeto de complexo de cobre Salobo, no Pará

Publicidade A Vale informou que sua subsidiária Vale Base Metals (VBM) decidiu avançar com o projeto de Flotação de Partículas Grossas (Coarse Particle Flotation, ou

Vale (VALE3) adianta projeto de complexo de cobre Salobo, no Pará

A Vale informou que sua subsidiária Vale Base Metals (VBM) decidiu avançar com o projeto de Flotação de Partículas Grossas (Coarse Particle Flotation, ou CPF) no Complexo de Cobre Salobo, no Pará.

Segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (12), o projeto entrou na fase de execução e a expectativa é que a operação tenha início no primeiro semestre de 2028, cerca de um ano antes do cronograma originalmente previsto. A antecipação reflete ajustes no projeto e melhorias de execução que, segundo a companhia, também devem elevar os retornos esperados do investimento.

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A iniciativa deverá adicionar 6 milhões de toneladas à capacidade anual de processamento de minério da planta de Salobo, elevando a capacidade total para 42 milhões de toneladas por ano. Com isso, a produção anual de cobre tem potencial para crescer em até 30 mil toneladas contidas em concentrado, segundo a companhia. Leia também: Com previsão de temperaturas mais altas em SP, defesa Civil alerta

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O minério produzido também deverá conter aproximadamente 15 mil onças de ouro por ano como subproduto, reforçando o perfil de produção do complexo, que já registrou recordes operacionais em 2024 e 2025.

A companhia destacou ainda que a Wheaton Precious Metals concordou em aportar US$ 40 milhões para financiar parcialmente o projeto. Os recursos serão pagos em duas parcelas de US$ 20 milhões, condicionadas ao atingimento de marcos de desenvolvimento.

O acordo substitui pagamentos futuros previstos no contrato de streaming de Salobo, que poderiam exigir desembolsos anuais de até US$ 8 milhões ao longo de dez anos caso fosse implementado um plano de lavra de maior teor. Mais de economia

Revisão da VBM

Além disso, a VBM revisou e simplificou o escopo do projeto, reduzindo a estimativa de investimento para aproximadamente US$ 215 milhões, ante a faixa inicial de US$ 225 milhões a US$ 275 milhões. Considerando a contribuição da Wheaton, o desembolso efetivo de capital pela VBM deverá ficar em torno de US$ 175 milhões.

O projeto faz parte da estratégia de crescimento da Vale Base Metals no mercado de cobre. A empresa possui uma base mineral superior a 53 milhões de toneladas de cobre contido em reservas e recursos minerais, incluindo recursos inferidos, e pretende elevar sua produção para cerca de 700 mil toneladas por ano até 2035. Leia também: Hapvida (HAPV3): lucro cai 96% no 2º tri, para R$ 12,5 mi; sinistralidade

Grande parte desse crescimento deverá ser sustentada pelos ativos e projetos localizados no sistema de Carajás, que se beneficiam da infraestrutura já instalada de mineração, processamento, logística e energia, favorecendo uma expansão com maior eficiência de capital.

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Camille Bocanegra
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Camille é jornalista do InfoMoney e atua como repórter de mercados e do Ibovespa Ao Vivo, cobrindo ações brasileiras e internacionais, além de acompanhar o mercado de câmbio. Antes disso, trabalhou na divisão editorial do Research da XP e possui graduação em Direito.

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