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Valdemar encontra Eduardo e diz estar ‘cofiante’ em André do Prado para o Senado

11 de março de 2026 - Valdemar encontra Eduardo nos Estados Unidos e conversa sobre disputas internas na família Bolsonaro

Valdemar encontra Eduardo e diz estar ‘cofiante’ em André do Prado para o Senado
11 de março de 2026 - Valdemar encontra Eduardo nos Estados Unidos e conversa sobre disputas internas na família Bolsonaro. Foto: Reprodução/Redes sociais
11 de março de 2026 - Valdemar encontra Eduardo nos Estados Unidos e conversa sobre disputas internas na família Bolsonaro. Foto: Reprodução/Redes sociais

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O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira, 22, estar “confiante” de que o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), será o candidato ao Senado pelo Estado. Os dois estiveram no Texas, nos Estados Unidos para encontrar com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), também cotado para a vaga, e devem retornar ao Brasil nesta quinta-feira, 23.

“A conversa foi muito boa, vamos aguardar, estamos confiantes”, disse Valdemar ao Estadão. O presidente do PL também sinalizou que os demais integrantes do partido fecharam o apoio à André do Prado, mas que Eduardo é quem vai bater o martelo.

A declaração ocorre em meio a divergências entre os integrantes da direita sobre a melhor estratégia para a disputa ao Senado em São Paulo. Como mostrou o Estadão, parte do grupo teme que lançar mais de uma candidatura de perfil ideológico, acabe beneficiando a esquerda ao afastar eleitores moderados e dividir votos do próprio campo.

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O presidente do legislativo paulista já havia sido cogitado como o nome para preencher uma das vagas. O entrave é que, apesar de filiado ao Partido Liberal, o deputado não integra o grupo mais próximo dos bolsonaristas. Leia também: Zema busca aliados e recebe apoio de Flávio após inclusão em inquérito das fake news

André do Prado desejava concorrer como vice na chapa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) para tentar à reeleição, mas o governador pretende manter o vice, Felício Ramuth (PSD). Nesse cenário, a vaga ao Senado contempla o aliado, visto como fiel ao governo e peça importante na articulação da administração estadual no Legislativo paulista.

Eduardo é considerado “dono” de uma das vagas. No entanto, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está vivendo autoexilado nos Estados Unidos desde o início de 2025. Ele até considera fazer uma campanha à distância, mas seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, rejeita a ideia.

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Tarcísio também não foi favorável à estratégia. Ele sinaliza apoio ao nome do ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP), que até o momento é a candidatura mais consolidada da direita.

O governador paulista já defendeu junto ao grupo que a segunda vaga deveria ser destinada a um nome mais moderado, e não outro de perfil ideológico. No entanto, como mostrou o Estadão, ele não pretende se envolver diretamente nessa articulação. Tarcísio já afirmou a aliados que André tem seu apoio, mas deixou claro que a palavra final sobre a escolha cabe a Eduardo. Mais de economia

Bolsonaristas também afirmam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) demonstrou preferência pelo nome do coronel Ricardo Mello Araújo (PL), vice-prefeito da capital paulista e aliado próximo.

Uma parte da direita também levanta outra preocupação: a possibilidade de se ter não duas, mas três candidaturas do campo ao Senado, o que dividiria os votos. Leia também: Calotes atuais no crédito privado pesam 6x menos em índice de dívida do que em 2023

O deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo) vem sofrendo pressão do grupo para desistir da candidatura e concorrer à reeleição. O parlamentar recebeu convite do PP para se filiar, mas declinou.

“Sou candidato ao Senado de qualquer forma. Agora, ter três candidatos do campo é facilitar o jogo da esquerda, pois os votos vão se fragmentar”, afirma Salles.

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