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Vacina criada com ajuda de IA passa pelo primeiro teste em humanos

Vacina criada com ajuda de IA passa pelo primeiro teste em humanos Em testes iniciais no Reino Unido, imunizante PEVAC-PS mostrou segurança e ativou resposta imune

Vacina criada com ajuda de IA passa pelo primeiro teste em humanos

Vacina criada com ajuda de IA passa pelo primeiro teste em humanos Em testes iniciais no Reino Unido, imunizante PEVAC-PS mostrou segurança e ativou resposta imune. Vacina ainda está em fase inicial de desenvolvimento.

Resumo- Vacina PEVAC-PS, desenvolvida com auxílio de inteligência artificial, concluiu sua primeira fase de avaliação em humanos no Reino Unido.- Os testes não registraram efeitos colaterais significativos e mostraram que o conceito funciona.- A pesquisa, realizada pela Universidade de Cambridge, avaliou a vacina em 39 voluntários saudáveis e já prepara uma nova rodada de testes.

Leia no AINotícia: Tecnologia: Panorama do que movimentou o setor

Uma vacina experimental desenvolvida com auxílio de inteligência artificial pode agir contra futuras mutações do coronavírus. Em testes no Reino Unido, a PEVAC-PS concluiu sua primeira fase de avaliação em humanos e não registrou efeitos colaterais significativos. A vacina foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Cambridge, da Inglaterra, e avaliada em 39 voluntários saudáveis. Leia também: iPad Pro de 13 polegadas atinge menor preço histórico com 61% OFF no Magalu

A proposta é que ela possa agir contra diferentes tipos de sarbecovírus, grupo que inclui o SARS-CoV-1, as variantes do SARS-CoV-2 (causador da pandemia da Covid-19) e outros vírus encontrados em animais com potencial de transmissão para humanos. Como a IA projetou a vacina? Os pesquisadores usaram a plataforma DIOSynVax (sigla em inglês para Vacina Sintética

Digitalmente Otimizada para a Imunidade, em tradução livre) para analisar RBDs (Domínios de Ligação ao Receptor) de uma proteína chamada glicoproteína espicular (spike) em múltiplos vírus, disponíveis em programas de vigilância globalmente. O estudo procurou partes do vírus que tendem a mudar pouco, mesmo quando novas variantes surgem.

Com essa informações, a IA ajudou a projetar uma sequência sintética inédita de RBD, descrita pela equipe como um “superantígeno”, criado para treinar o sistema imunológico a reconhecer pontos funcionais e mais conservados de diferentes tipos de coronavírus. Um dos alvos mapeados foi a região associada ao anticorpo monoclonal S309, conhecido por reagir contra diferentes vírus da família dos sarbecovírus. Através da mesma plataforma, já há pesquisas em andamento para uma vacina universal contra a gripe sazonal, uma dose voltada à gripe aviária H5N1 e soluções para febres hemorrágicas, incluindo vírus da família do Ebola.

Esses testes, porém, ainda estão sendo conduzidos em animais. Teste inicial mostrou resposta imune A pesquisa realizou os testes em 39 participantes entre 18 e 50 anos na Inglaterra e, segundo a publicação, a vacina ativou respostas imunes contra o SARS-CoV-2, o SARS original e vírus relacionados de origem animal. Mais de tecnologia

De acordo com a BBC, o impacto inicial foi considerado “modesto”, mas provou que o conceito funciona. Por isso, a equipe já prepara uma nova rodada de testes, incluindo cerca de 200 pessoas, para avaliar a eficácia da vacina em uma população mais diversa. À BBC, o líder da pesquisa, professor Jonathan Heeney, afirma que a abordagem deve nos proteger “daquilo que pode causar o próximo surto ou doença”. Leia também: Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

O investigador-chefe do teste na Universidade de Southampton, Saul Faust, também defende o desenvolvimento desse tipo de imunizante antes de novos surtos. Para ele, avançar clinicamente com vacinas desse tipo antes do início de uma epidemia pode salvar vidas e evitar toda a catástrofe econômica da última pandemia, como lockdowns. Vírus ainda circula no Brasil

Embora em patamar baixo em comparação aos anos de pandemia e aos primeiros meses após as campanhas de vacinação, o SARS-CoV-2 segue em circulação no Brasil. E um dos maiores problemas é justamente a capacidade de mutação do vírus. Em 2026, há registro de 1.108 sequenciamentos do SARS-CoV-2, sendo que 77 estão em circulação no país.

Por aqui, foram mais de 80 mil casos de síndrome gripal por Covid-19 até o fim de maio, segundo o Ministério da Saúde.

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