
Crédito, Getty Images
- Author, James Gallagher
- Role, Correspondente de Saúde e Ciência, BBC News
- Published Há 3 horas
- Tempo de leitura: 7 min
Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, estão desenvolvendo uma nova vacina contra o vírus Ebola que deve ficar pronta para testes clínicos em dois a três meses e pode ajudar a enfrentar a atual emergência sanitária.
Leia no AINotícia: Panorama Mundial: Notícias que Marcaram a Semana
O surto em curso, concentrado na República Democrática do Congo, já registrou 750 casos suspeitos e 177 mortes.
Responsável pelo atual avanço dos casos, a variante Bundibugyo do Ebola é rara e ainda não possui vacinas validadas em testes. Ela mata cerca de um terço das pessoas infectadas.
Mesmo assim, os cientistas de Oxford afirmam trabalhar em ritmo acelerado caso o surto saia de controle e a vacina experimental precise ser utilizada. Leia também: Casal é preso por abandonar dois meninos menores de 5 anos à beira de estrada
Não há confirmação de que o imunizante funcione. Ainda serão necessários testes em animais e testes clínicos em humanos para confirmar a sua eficácia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o risco do atual surto de Ebola de "alto" para "muito alto" na República Democrática do Congo.
Segundo a OMS, o risco também passou a ser considerado alto na região afetada pelo surto, embora permaneça baixo em nível internacional.
A atualização do status do surto ocorreu depois de a OMS declarar, no último domingo (17/05), emergência de saúde pública de interesse internacional, ressaltando que o surto não configura uma pandemia (situação em que uma doença infecciosa ameaça muitas pessoas ao redor do mundo simultaneamente, como ocorreu com a Covid-19).
Uma outra vacina experimental contra a Bundibugyo também está em desenvolvimento, mas a previsão é que leve entre seis e nove meses para ficar pronta para testes. Mais de mundo

Fim do Promoção Agregador de pesquisas
A vacina que está sendo desenvolvida em Oxford usa a mesma tecnologia trabalhada pela equipe durante a pandemia de Covid-19. Leia também: 'Quando as pessoas ouvem a mesma música, nossos corações e nossa atividade
Trata-se de uma tecnologia altamente adaptável, conhecida como ChAdOx1, que pode ser rapidamente ajustada para combater diferentes infecções.
Durante a pandemia, ela foi carregada com código genético do coronavírus. Desta vez, os cientistas utilizaram material genético da variante Bundibugyo do Ebola.
A tecnologia emprega um vírus de resfriado comum que normalmente infecta chimpanzés, mas que foi modificado geneticamente para se tornar seguro para humanos.
Os pesquisadores envolvidos no desenvolvimento da vacina usam esse vírus da gripe modificado para transportar e entregar às células informações genéticas importantes sobre o vírus Ebola Bundibugyo. Com isso, o organismo aprende a reconhecer e a combater a doença real.
A vacina não provoca infecção nem sintomas de Ebola, mas prepara o sistema imunológico para oferecer proteção.


O que é Ebola e quais são os sintomas?
O que está sendo feito para conter o surto?
- ligar imediatamente ao surgirem sintomas
- evitar contato com corpos de pessoas que morreram com sintomas ou com animais mortos
- não consumir carne crua, pois alimentos mal cozidos podem transmitir o vírus
- praticar distanciamento social
Leia também no AINotícia
- Mega-Sena faz 30 anos e paga R$ 300 milhões: os maiores prêmios da história e oMundo · 4h atrás
- Lula descola de Flávio Bolsonaro e abre 4 pontos em eventual 2º turno, apontaMundo · 4h atrás
- Em reviravolta, Corte italiana anula extradição de Carla Zambelli e determinaMundo · 4h atrás
- A primeira 'guerra civil' entre chimpanzés registrada por cientistasMundo · 8h atrás
