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Urna eletrônica faz 30 anos: ‘ninjas’ da tecnologia ajudaram a criar em São

Urna eletrônica faz 30 anos: ‘ninjas’ da tecnologia ajudaram a criar em São José máquina que transformou as eleições no Brasil; veja história Desenvolvimento de

Urna eletrônica faz 30 anos: ‘ninjas’ da tecnologia ajudaram a criar em São
Urna eletrônica faz 30 anos: ‘ninjas’ da tecnologia ajudaram a criar em São José máquina que transformou as eleições no Brasil; veja história

Desenvolvimento de equipamento que já foi utilizado em 15 eleições teve participação de pesquisadores e técnicos do ITA e Inpe, instituições em SP que são referência em tecnologia.


  • Urna eletrônica completa 30 anos; primeiras máquinas foram enviadas aos estados em maio de 1996 pelo TSE.

  • Equipe chamada de “ninjas” criou sistema seguro, robusto e antifraude para uso em todo o país.

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  • Informatização reduziu fraudes e fortaleceu confiança e maturidade no processo eleitoral.

Conheça a história da urna eletrônica, que completa 30 anos em 2026

Conheça a história da urna eletrônica, que completa 30 anos em 2026

Um dos instrumentos mais importantes das eleições, a urna eletrônica completa 30 anos nesta semana. Foi em que as primeiras urnas para o voto informatizado foram enviadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aos estados, representando um marco na democracia. Leia também: Medo da violência altera a rotina de 57% dos brasileiros e afeta mais mulheres

Concebida no eixo Brasília (DF) - São Paulo (SP), o aparelho teve como base para seu desenvolvimento as mentes de engenheiros e pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), ambos no interior paulista. O grupo foi batizado de 'ninjas' 🥷. (leia mais abaixo)

Além dos técnicos das instituições, também estiveram envolvidos na criação das urnas membros da diretoria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), secretários de TREs de outros estados, professores, entre outros especialistas em tecnologia e processo eleitoral.

Urna eletrônica está presente em todas as cidades do país nas eleições — Foto: Reprodução/TRE-RN

A ideia de informatizar o voto começou a ganhar força entre o fim dos anos 1980 e começo da década de 1990, mas foi exatamente em 1995 que a Justiça Eleitoral resolveu tirar do papel a ideia da urna como conhecemos hoje. (veja abaixo a cronologia da criação da urna eletrônica)

Em entrevista ao g1, o ex-ministro Carlos Velloso, que assumiria a presidência do TSE à época, contou que a ideia surgiu em conversa com o então superintendente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) do órgão, Paulo Camarão, durante uma partida de tênis, em Brasília, em dezembro de 1994. Mais de politica

“Tudo começou com uma simples conversa, num intervalo de partidas de tênis, no Club Naval de Brasília, com o técnico em informática Paulo César Camarão. Empossado na presidência do TSE, pus a matéria à apreciação do Tribunal, que decidiu pela informatização do voto”, relembrou.

Na presidência, Velloso contou que nomeou Camarão como secretário de informática do Tribunal. A partir daí, foi criada uma comissão dividida em cinco sub-relatorias: Código Eleitoral, Reforma Partidária, Sistemas Eleitorais, Financiamento de Campanhas e Informatização do Voto.

📅⏰ Da conversa na partida de tênis à instituição das comissões, foram cerca de quatro meses. De lá até a entrega da primeira urna eletrônica, segundo Camarão, foram mais 12 meses, totalizando 16 meses da ideia à execução do projeto. Leia também: Golpes digitais preocupam 83% da população, aponta levantamento

  • ITA é reconhecido pela formação de engenheiros de altíssimo nível
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Imagem de arquivo mostra a comissão técnica que ficou conhecida como os 'ninjas' — Foto: Divulgação/TSE

Os técnicos que desenvolveram a urna foram chamados de ‘ninjas’. Eram eles: Paulo Nakaya, Mauro Hashioka e Antônio Ésio Salgado, o ‘Toné’, todos do Inpe, além de Oswaldo Catsumi, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), ligado à Aeronáutica, além de Giuseppe Janino. Todos liderados por Paulo Camarão. (veja foto acima)

"Coordenar uma equipe eclética como a do projeto da urna eletrônica não foi tarefa muito fácil, principalmente porque envolvia perfis diferenciados voltados à área de informática, como hardware, software, segurança, logística e outros. O desafio e objetivo de alcançarmos o sucesso e contribuir para a garantia de eleições seguras foi determinante para união do grupo", relembrou Camarão.

Segundo Velloso, a ideia de chamar engenheiros e técnicos do INPE e do CTA surgiu pelo fato de ambos os órgãos serem referências e a intenção do TSE era utilizar, na época, o que tinha de melhor à disposição para a informatização do voto.

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