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Ucrânia acusa Rússia de assassinar centenas de prisioneiros de guerra

'Não venham para cá', alerta brasileiro que luta na guerra da Ucrânia Um relatório da ONU aponta

Ucrânia acusa Rússia de assassinar centenas de prisioneiros de guerra

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Um relatório da ONU aponta. Mas o governo ucraniano alega que número real é muito maior e diz que Moscou tem aumentado ritmo de execuções.

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Na última mensagem que Lyudmyla Dubnytska recebeu de seu marido, ele disse que provavelmente estava prestes a ser capturado pelas forças russas. Dois dias depois, ela reconheceu o corpo dele em um vídeo nas redes sociais que mostrava um grupo de soldados ucranianos mortos.

O número exato é desconhecido— varia de acordo com as fontes ucranianas e internacionais —, mas o governo da Ucrânia afirma que as mortes são parte de uma política deliberada de Moscou.

Dubnytsky tinha 25 anos quando morreu, em fevereiro de 2024. Na ocasião, tropas ucranianas se retiravam da cidade de Avdiivka, então epicentro de combates no leste da Ucrânia. Leia também: Trump diz que Irã libertou cidadã americana presa no país desde 2024

Ferido durante uma tentativa de retirada, o soldado da 110ª brigada permaneceu em sua posição com cinco companheiros, incluindo quatro que também estavam feridos.

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Quando ligou para a esposa em 15 de fevereiro, "estava extremamente nervoso e chorava", contou Liudmyla, de 27 anos, à agência de notícias AFP. Para manter o ânimo, o casal combinou de ter um filho quando se reencontrasse.

Horas depois, Andriy enviou uma mensagem dizendo que o grupo provavelmente seria capturado. Pouco depois, parou de responder. Mais de mundo

Um vídeo divulgado pela imprensa ucraniana revela o que provavelmente ocorreu em seguida: seu colega no Exército, Ivan Zhytnyk, estava fazendo uma ligação de vídeo para um parente quando um soldado russo ordenou que entregasse suas armas.

Dois dias mais tarde, Liudmyla assistiu a um vídeo nas redes sociais russas que mostrava cinco corpos estendidos e marcas de sangue. Ela reconheceu a tatuagem de uma cruz na mão de um dos homens: era seu marido.

Crimes cada vez mais comuns

A 110ª brigada afirmou que vários soldados, entre eles Dubnytsky e Zhytnyk, foram assassinados e acusou as forças russas de violar um acordo para a retirada dos militares. Leia também: 'Meu pai foi tirado de mim': o desabafo do filho do motorista mexicano morto

A Procuradoria ucraniana abriu uma investigação sobre o "assassinato de prisioneiros de guerra ucranianos desarmados". As autoridades ucranianas apontam que não se trata de um incidente isolado.

Vários funcionários do governo ucraniano disseram que, a partir de 2023, as tropas russas aumentaram o ritmo das "execuções".

"Isto se deve a uma política russa que, na prática, tem incentivado e facilitado este tipo de crime, e cujos comandantes têm dado ordens nesse sentido", declarou Andriy Atamantchuk, integrante da Procuradoria-Geral da Ucrânia e responsável por investigar execuções de prisioneiros de guerra.

Moscou rejeita acusações

Um relatório das Nações Unidas divulgado no mês passado menciona 129 execuções verificadas de prisioneiros de guerra ucranianos. A organização já havia alertado em 2025 sobre um "aumento expressivo" dos casos.

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