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TSE faz acordo com partidos para evitar fraudes de cotas para mulheres, pretos

TSE faz acordo com partidos para evitar fraudes de cotas para mulheres, pretos e indígenas; veja casos polêmicos O acordo foi feito nesta quarta-feira (17), na sede da

TSE faz acordo com partidos para evitar fraudes de cotas para mulheres, pretos
TSE faz acordo com partidos para evitar fraudes de cotas para mulheres, pretos e indígenas; veja casos polêmicos

O acordo foi feito nesta quarta-feira (17), na sede da Corte, em Brasília, e visa pela integridade nas eleições de 2026


Com a chegada das eleições de 2026, o cumprimento das cotas destinadas a mulheres, pessoas negras e indígenas volta ao centro do debate eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou um acordo com os partidos políticos em que as siglas, entre outros pontos, se comprometem a cumprir as cotas.

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A Lei das Eleições e fixa que os partidos devem assegurar o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo, o que garante que pelo menos 30% das candidaturas sejam de mulheres.

Para a candidatura de pessoas negras, a legislação eleitoral não exige uma quantidade mínima de candidaturas, mas estabelece que pelo menos 30% dos recursos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário devem ser direcionadas para estas campanhas.

Já para candidaturas de pessoas indígenas, o percentual de repasse do recurso deve respeitar a proporção de cada gênero, ou seja, mulheres indígenas recebem conforme a proporção entre mulheres do partido e homens indígenas conforme a proporção entre pessoas do sexo masculino. Leia também: 'Taxa das blusinhas': após fim do imposto, varejo e importadores levam disputa

Criadas para ampliar a representatividade desses grupos na política, as regras têm sido alvo de fiscalização da Justiça Eleitoral após uma série de casos de fraude e irregularidades registrados nos últimos anos.

Agora no g1

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Confira alguns casos de controvérsias no uso das cotas:

Polêmica envolvendo autodeclaração racial

Sem decisão judicial ou punição, Antônio Carlos Magalhães Neto, conhecido como ACM Neto, se envolveu em polêmica sobre cotas raciais nas eleições de 2022. Na ocasião, o então candidato ao governo da Bahia se declarou pardo no registro de candidatura apresentado à Justiça Eleitoral. Mais de politica

A escolha gerou questionamentos porque a distribuição dos recursos do Fundo Eleitoral e do tempo de propaganda passou a considerar a proporção de candidaturas de pessoas negras, grupo que inclui pretos e pardos.

Críticos levantaram dúvidas sobre a alteração da autodeclaração racial, enquanto ACM Neto negou qualquer irregularidade e afirmou que sempre se considerou pardo.

O caso alimentou o debate sobre os critérios de autodeclaração racial e os mecanismos de controle das cotas destinadas a candidaturas negras para evitar que as regras beneficiem candidatos que não são destes grupos, mas não resultou em punição ou condenação pela Justiça Eleitoral. Leia também: PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro por vídeo com IA e alega propaganda

Eleições 2022 no Amapá

O caso envolve o Podemos, acusado de registrar três candidaturas femininas para deputado estadual apenas para cumprir o percentual mínimo de 30% de mulheres exigido pela legislação. Relator do processo, o ministro André Mendonça votou pelo reconhecimento da fraude.

Segundo ele, as provas indicam que as candidatas investigadas:

tiveram baixa votação;não abriram contas bancárias de campanha;não registraram movimentação financeira; e não realizaram atos efetivos de campanha em benefício próprio.

Na avaliação de Mendonça, esses elementos demonstram que a exigência legal de participação feminina teria sido cumprida apenas formalmente, contrariando o objetivo da política de ampliar a presença das mulheres na política.

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