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TSE cobra explicações de Lula sobre publicidade oficial após ação do PL

Ministro André Mendonça na sessão plenária do STF

TSE cobra explicações de Lula sobre publicidade oficial após ação do PL
Ministro André Mendonça na sessão plenária do STF. Foto: Rosinei Coutinho/STF
Ministro André Mendonça na sessão plenária do STF. Foto: Rosinei Coutinho/STF

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu uma nova frente de apuração sobre os gastos do governo federal com institucional em ano eleitoral. Em decisão assinada nesta terça-feira (4), o ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte, determinou que a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresente, em até dez dias, toda a documentação relativa às despesas com propaganda oficial realizadas entre 2023 e o primeiro semestre de 2026.

A medida atende a uma representação apresentada pelo PL, partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. A legenda sustenta que o governo extrapolou o limite de gastos permitido pela legislação eleitoral e pede a apuração de eventual prática de conduta vedada.

Leia no AINotícia: Como consultar o saldo do FGTS pelo aplicativo da Caixa

Ao analisar o pedido, Mendonça afirmou que há “elementos que justificam o aprofundamento da apuração” e citou a existência de “discrepâncias objetivas e valores expressivos” que recomendam o acesso às informações oficiais. Leia também: Minério de ferro quebra sequência de oito dias de quedas na China por risco

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Questionamentos

A ação aponta diretamente Lula e o ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, como responsáveis pela execução das campanhas institucionais.

Segundo os cálculos do partido, até 15 de junho deste ano o governo havia empenhado R$ 178 milhões em institucional, valor que representaria um excesso de R$ 42,3 milhões em relação ao teto previsto no artigo 73 da Lei das Eleições.

Entre as campanhas questionadas estão peças publicitárias sobre o Novo PAC, o Plano Brasil Soberano, a COP30, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e a proposta de redução da jornada de trabalho na escala 6×1. Mais de economia

Na avaliação do PL, essas ações promoveram programas e realizações do governo em intensidade incompatível com as restrições impostas durante o período eleitoral.

Além dos dados referentes aos empenhos realizados entre janeiro e junho de 2026, o ministro determinou que a Secom e os órgãos responsáveis pela execução orçamentária encaminhem informações dos exercícios de 2023, 2024 e 2025. Leia também: Meio/Ideia: apesar da liderança, Lula é desaprovado por 49% dos brasileiros

O TSE também requisitou a memória de cálculo utilizada pelo governo para definir o limite legal de gastos, os critérios adotados para contabilização das despesas, a relação de reforços, cancelamentos e anulações de empenhos e as justificativas para eventuais alterações realizadas após o ajuizamento da ação.

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Marina Verenicz

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