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TSE adia decisão sobre suspensão de pesquisa: entenda o que está sendo julgado

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TSE adia decisão sobre suspensão de pesquisa: entenda o que está sendo julgado
Imagem de homem segurado título de eleitor

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    • Author, Camilla Veras Mota
    • Role, Da BBC News Brasil em São Paulo
  • Published Há 7 minutos
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou nesta terça-feira (9/6) o julgamento sobre a validade da divulgação de uma pesquisa de intenção do voto para presidente promovida pela AtlasIntel.

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Na segunda-feira (8), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu a divulgação do levantamento e entendeu que a pesquisa induziu as respostas dos eleitores.

A pesquisa foi divulgada no dia 19 de maio e apontou queda de cinco pontos na intenção de voto para o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após o vazamento de conversas do parlamentar com Daniel Vorcaro, dono do banco Master.

O ministro atendeu ao pedido de suspensão feito pelo PL. O partido questionou perguntas relacionadas ao caso Master e disse que também foi apresentado aos eleitores entrevistados o áudio no qual Flávio aparece pedindo dinheiro a Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Leia também: O economista que acreditava que trabalharíamos apenas 15h por semana

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Com a decisão individual de Kassio, a pesquisa não pode permanecer publicada nos canais oficiais da empresa, ser republicada ou impulsionada nas redes sociais.

Como as pesquisas eleitorais são feitas

Antes de chegar à consulta aos eleitores de fato, os institutos precisam definir quantos serão entrevistados, ou seja, o tamanho da amostra, usando a linguagem da estatística.

Essa conta é geralmente feita de trás para frente, explica Fernanda Fiel Peres, mestre e doutora em Farmacologia, com especialização em estatística aplicada. É o tamanho da margem de erro (dentre outras variáveis) que vai apontar quantas pessoas devem ser ouvidas.

Para uma margem de erro de 2%, por exemplo, é necessário entrevistar 2.401 pessoas, diz Peres. Já para uma margem de erro maior, de 3%, o número cai para 1.068. Ou seja, quanto maior a amostra, menor a margem de erro. Essa relação, contudo, não é linear. Mais de mundo

"Uma pequena redução na margem de erro implica em um aumento considerável no tamanho da amostra", observa Peres, que trabalha há mais de 15 anos com pesquisa e análise de dados.

Imagem ilustrativa de eleição

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Primeiro turno das eleições de 2026 acontece em 4 de outubro

Outro fator que entra no cálculo do tamanho da amostra é o nível de confiança, que normalmente é de 95% nas pesquisas eleitorais conduzidas no Brasil. Isso significa, em termos simples, que, se a mesma pesquisa for repetida 100 vezes, em 95 ela trará resultados semelhantes ao encontrado dentro da margem de erro estabelecida.

Depois vem a fase em que se decide como serão selecionados os entrevistados. No Brasil, as pesquisas eleitorais geralmente usam amostragem por cotas, ou seja, definem quais grupos vão estar representados na amostra. Os parâmetros podem variar, mas contemplam geralmente gênero, faixa etária e grau de instrução. Algumas também incluem o perfil de renda.

Peres exemplifica: "Considere que 7,1% dos eleitores são do sexo feminino, com idades entre 35 e 44 anos e com escolaridade até o ensino médio. Se a pesquisa irá entrevistar 2.401 pessoas, 7,1% delas— 171 pessoas, arredondando para cima— devem pertencer a esse grupo. Essa será a cota para esse grupo".

Os dados que vão balizar o tamanho das cotas geralmente são retirados de bases de dados como a da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua ou do Censo, ambos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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