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Ler matéria →Trump volta atrás em taxa de 20% sobre carga de navios que passarem pelo Estreito de Ormuz

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- Author, BBC News
- Published Há 1 hora
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O presidente americano, Donald Trump, voltou atrás nesta terça-feira (14/7) na ideia de impor uma taxa de 20% sobre toda a carga transportada pelo Estreito de Ormuz, medida anunciada por ele mesmo na véspera. Segundo ele, no entanto, o bloqueio americano aos portos do Irã em Ormuz segue valendo.
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Em postagem na rede social Truth Social, Trump afirmou que decidiu "substituir a taxa de reembolso de 20% dos Estados Unidos por acordos comerciais e de investimento que os diversos países do Golfo farão com os Estados Unidos".
"Esses investimentos serão enormes, mas, ao mesmo tempo, extraordinariamente bons para eles e para o futuro deles", escreveu Trump na plataforma.
Trump afirmou ainda que o Estreito de Ormuz está aberto a todo o tráfego de navios, exceto o do Irã. "E isso se deve à sua liderança mentirosa, violenta e maliciosa, que os conduz pelo caminho da destruição total", afirmou. Leia também: Recuo de Trump sobre pedágio em Ormuz indica dificuldade para encerrar guerra
Ele acrescentou que haverá um "bloqueio total", mas apenas para navios "que se dirijam a portos iranianos ou venham deles, ou que transportem qualquer coisa relacionada a cargas iranianas".
Não é a primeira vez que Trump impõe um bloqueio à rota de navegação estratégica. Em abril, um bloqueio anterior durou três meses, período durante o qual as forças armadas dos EUA dispararam contra pelo menos nove embarcações que, segundo elas, se recusaram a acatar ordens.
"Isso antigamente se chamava pirataria. Então, um Estado importante como os EUA, que eu acho que durante muito tempo combatia pirataria, não pode agora virar pirata", disse o presidente brasileiro, durante evento em São Paulo.
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Ainda na segunda, os iranianos zombaram do anúncio de Trump, dizendo que concordavam plenamente com a cobrança de uma taxa, mas que ofereceriam um preço mais justo.
"O presidente tem toda a razão. Quem proporciona a passagem segura de embarcações comerciais pelo estreito de Ormuz deve ser recompensado por este serviço", escreveu o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, no X, em publicação irônica.
"O Irão sempre foi o guardião do Estreito e continuará a ser para sempre", escreveu Araghchi. "20% é, obviamente, demais. Seremos justos", acrescentou. Leia também: Governo Trump anuncia tarifa de 25% contra Brasil após investigação sobre Pix
As agências mundiais de navegação também haviam expressado reservas às medidas.
"O anúncio [da taxa de 20%] pode ter sido mais um reflexo de sua crescente frustração do que uma nova estratégia bem elaborada", escreve Usher.
"Não gosto do conceito de uma taxa", disse ele. "Mas, ao mesmo tempo, não é justo que nós estejamos protegendo o estreito para todo mundo."
A percepção de Trump de que os EUA arcam com o maior peso das questões de segurança global é algo que ele expressa frequentemente, especialmente no que diz respeito ao estreito e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), observa Bernd Debusmann Jr, correspondente da BBC na Casa Branca.
Dois mortos em ataques
A agência marítima da Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), informa que pelo menos duas pessoas morreram e várias outras ficaram feridas em decorrência dos últimos ataques noturnos a navios-tanque no Estreito de Ormuz.

A importância de Ormuz

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