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O presidente americano Donald Trump foi retirado às pressas de um hotel em Washington após tiros serem ouvidos neste sábado (25/4) no local, onde ele discursaria no tradicional jantar com os correspondentes da Casa Branca.
Momentos depois, o próprio Trump deu uma entrevista coletiva em que informou que um homem munido com diversas armas abriu fogo e tentou entrar no local do evento antes de ser detido pela segurança.
Um agente ficou ferido na ação, mas foi salvo pelo colete à prova de balas e está bem, segundo o presidente americano, que divulgou também imagens das câmeras de segurança onde o provável suspeito aparece correndo.
"Minha impressão é que ele era um lobo solitário maluco", disse Trump. "Essas pessoas são loucas. São pessoas loucas, e precisam ser contidas."
O suspeito foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, morador de Torrance, na Califórnia, segundo a CBS, parceira da BBC nos EUA. Segundo as autoridades, Allen será alvo de acusação formal na segunda-feira e irá responder por uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais. Leia também: Chernobyl, 40 anos: em meio a guerras, quais as chances de um novo desastre nuclear?
Um barulho alto foi ouvido e, em seguida, vários membros do serviço secreto escoltaram o presidente, que já estava na mesa principal, para fora do local enquanto pessoas gritavam "abaixem-se, abaixem-se".
Logo depois, p serviço secreto americano informou que Trump, Melania e outros membros do governo, incluindo o diretor do FBI, nãohaviam ficado feridos. A viúva do ativista Charlie Kirk, que foi morto por um atirador, também estava presente no local.
Uma integrante da Associação de Correspondentes da Casa Branca, Courtney Subramanian, disse que todos no salão repentinamente se abaixaram e logo foi ordenado que deixassem o local.
O jantar com os correspondentes foi adiado. Seria a primeira participação de Trump no evento, que não compareceu em outras ediçōes desde que chegou à Casa Branca.

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'Nenhum país está imune' à violência política, diz Trump
Na coletiva de imprensa, Trump foi questionado sobre qual seria sua mensagem ao mundo após o incidente e respondeu: "Você pode ter o melhor esquema de segurança do mundo, mas se houver um maluco, ele pode causar problemas".
O presidente disse que participar da política nos Estados Unidos tem um custo e acrescentou que há violência política em todo o mundo. Leia também: Quem é o suspeito de ataque em jantar com Trump
"Não consigo imaginar que exista alguma profissão mais perigosa", afirmou, acrescentando que "nenhum país está imune".
Trump já foi alvo de duas tentativas de assasssinato desde a campanha de reeleição, em 2024.
O mais grave incidente foi em julho de 2024, quando o então candidato à Casa Branca foi atingido na orelha por um tiro enquanto participava de um comício ao ar livre em Butler, na Pensilvânia. O atirador de 20 anos foi morto por agentes de segurança no local.
Dois meses mais tarde, agentes do Serviço Secreto capturaram um homem armado escondido no clube de golfe de Trump, em West Palm Beach, na Flórida, enquanto o republicano estava no local. O caso foi considerado uma tentativa de assassinato, e o suspeito, Ryan Routh, foi condenado à prisão perpétua neste ano.

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