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Trump e Irã: Paz Sem Pressa x Pressão Crescente do Congresso nos EUA

Presidente Donald Trump declara que dará 'uma chance' ao Irã em negociações de paz, minimizando a urgência, enquanto o Senado dos EUA avança com projeto de lei

Trump e Irã: Paz Sem Pressa x Pressão Crescente do Congresso nos EUA

Em um momento de crescente tensão e pressão política interna, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira que “dará uma chance” ao Irã para negociações de paz, afirmando não ter pressa para um desfecho do conflito. A fala de Trump surge um dia após o Senado americano ter avançado com um projeto de lei que busca obrigá-lo a retirar o país da guerra contra o Irã, marcando uma significativa derrota para a Casa Branca em Washington e intensificando o debate sobre a política externa americana e a autoridade presidencial sobre conflitos armados.

Trump e a "Chance" ao Irã

Questionado sobre o Estreito de Ormuz e as expectativas para o fim do confronto, o presidente Trump enfatizou que a prioridade é atingir os objetivos da missão, e não estabelecer um cronograma rígido. “Vamos dar essa chance, não tenho pressa. Todo mundo fica dizendo: ‘Ah, as eleições de meio de mandato’. Não tenho pressa”, afirmou ele, conforme reportado pelo G1. Essa postura contrasta com as declarações do presidente do Parlamento iraniano e principal negociador de Teerã, Mohammad Bagher Qalibaf, que em uma mensagem de áudio divulgada no Telegram, reiterou que o Irã não se renderá aos Estados Unidos. Qalibaf indicou que as Forças Armadas iranianas se reconstruíram durante o cessar-fogo e que os movimentos do governo Trump apontam para uma busca por novos confrontos. Leia também: Copa do Mundo marca estreia da TV 3.0 no Brasil com DTV+ e interatividade

Derrota no Congresso: Senado Avança Projeto para Retirada

A declaração de Trump ocorre em um ambiente político interno desafiador. Na terça-feira (19), o Senado dos EUA deu um passo crucial ao aprovar o avanço de um projeto de lei que exige a retirada das tropas americanas do Irã. Essa medida representa uma derrota para o presidente, que desde que ordenou o ataque ao Irã no fim de fevereiro, tem visto democratas forçarem votações sobre resoluções de poderes de guerra, buscando autorização do Congresso para a manutenção do conflito. A decisão foi possível graças à mudança de posição do senador republicano Bill Cassidy, da Louisiana, que deu o voto decisivo para o projeto avançar. O G1 informou que Cassidy, que recentemente perdeu uma eleição primária com o apoio de Trump ao seu adversário, declarou que passará a avaliar as prioridades do governo com mais cautela. A votação, que terminou em 50 a 47, reflete um desconforto crescente dentro do Partido Republicano com a guerra.

Cenário Político e Impopularidade da Guerra

A guerra no Irã tem tido um impacto significativo na popularidade de Trump, que sofreu uma derrota no Congresso em meio a baixos índices de aprovação. O confronto não apenas gerou um aumento no preço da gasolina nos Estados Unidos, mas também se tornou um fator-chave que pode influenciar o resultado das eleições legislativas de novembro. A pressão sobre Trump é multifacetada, vindo tanto da oposição democrata quanto de uma facção de seu próprio partido que questiona a continuidade do engajamento militar sem o aval congressual. Embora o texto ainda precise de uma votação final, a aprovação do avanço da proposta sinaliza uma erosão no apoio ao presidente dentro de sua própria base e um fortalecimento da autonomia do Legislativo em questões de guerra. Mais de noticia

O que se sabe até agora:

  • O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (20/05/2026) que “dará uma chance” ao Irã para negociações de paz, reiterando não ter pressa.
  • O Senado dos EUA avançou na terça-feira (19/05/2026) com um projeto de lei que busca obrigar Trump a retirar o país da guerra contra o Irã.
  • A mudança de voto do senador republicano Bill Cassidy foi crucial para a aprovação do avanço da medida no Senado.
  • A guerra contra o Irã está ligada à queda na popularidade de Trump e ao aumento dos preços da gasolina, podendo influenciar as eleições legislativas de novembro.
  • O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou que o Irã não se renderá aos EUA e vê os movimentos de Trump como uma busca por novos confrontos.

A complexa dinâmica entre as declarações de Trump sobre a paz e a crescente pressão legislativa e política em casa aponta para um período desafiador para a administração americana. A tensão entre o Poder Executivo e o Legislativo sobre a autoridade de guerra, somada às implicações econômicas e eleitorais do conflito, sugere que o caminho para o fim da guerra no Irã será pautado por intensos debates e manobras políticas, com consequências duradouras para a presidência de Trump e a política externa dos Estados Unidos.

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