
Crédito, Reuters
- Author, Imogen James
- Author, Helen Sullivan
- e
- Author, Tabby Wilson
- Há 1 hora
- Tempo de leitura: 7 min
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que "não estava preocupado" ao ser retirado de um jantar de correspondentes da Casa Branca, quando um atirador tentou invadir o local.
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"Eu não estava preocupado. Eu entendo como é a vida. Vivemos em um mundo louco", disse Trump no domingo (26/4) em entrevista ao programa 60 Minutes da CBS News, um dia após o incidente em um hotel de Washington.
A imprensa americana identificou Cole Tomas Allen, de 31 anos, como o suspeito, que foi preso depois que a polícia disse que ele abriu fogo perto de um posto de segurança durante o evento. Ele deve comparecer ao tribunal na segunda-feira.
A força-tarefa de investigação criminal e antiterrorismo do FBI está investigando o incidente. Leia também: A caneta emagrecedora 'pirata' que brasileiros se arriscam comprando no Paraguai: 'Tenho mais medo da gordura'
O procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, disse que o suspeito "provavelmente" tinha como alvo funcionários de alto escalão da Casa Branca, com base em descobertas "preliminares". A motivação do suposto atirador ainda está sendo investigada.
Trump estava acompanhado no evento de sábado por membros de alto escalão de seu governo, incluindo o vice-presidente J.D. Vance, o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., a secretária de imprensa Karoline Leavitt e o assessor Stephen Miller.
Depois de ser retirado às pressas do palco para um local seguro, Trump disse mais tarde a repórteres em uma coletiva de imprensa no sábado: "Não consigo imaginar que exista alguma profissão mais perigosa".
Em um comunicado divulgado no domingo, a Casa Branca afirmou que Trump "segue sem medo" após sobreviver, junto com membros do gabinete, a "uma tentativa de assassinato com disparo de tiros".
A presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca, Weijia Jiang, classificou o ataque como "assustador". Mais de mundo
No domingo, Jiang, que estava sentada ao lado de Trump no jantar, agradeceu ao Serviço Secreto pelas ações que "protegeram milhares de convidados".
No domingo, Trump disse à Fox News que o suspeito "guardava muito ódio no coração há algum tempo" e afirmou que sua família sabia que ele tinha "problemas". Ele acrescentou que o suspeito tinha um "manifesto" e sugeriu que ele era "fortemente anticristão".

A imprensa americana noticiou, citando fontes policiais, que Allen tinha um histórico de postagens anti-Trump nas redes sociais. Leia também: 'Eu estava na sala com Trump e ouvi o som dos tiros': o relato do correspondente da BBC que testemunhou ataque
Por volta das 20h35 no horário local (21h35 no horário de Brasília) de sábado (25/4), tiros foram disparados no saguão do hotel Washington Hilton. O jantar dos correspondentes da Casa Branca estava acontecendo no salão de baile do hotel, em um andar abaixo.
O presidente, a primeira-dama Melania Trump e o vice-presidente foram retirados às pressas do local pela segurança.
Um vídeo de agentes do Serviço Secreto retirando J.D. Vance do evento momentos antes da evacuação de Trump circulou nas redes sociais, com alguns espectadores questionando o momento em que isso ocorreu.
Em entrevista ao programa de notícias 60 Minutes no domingo, Trump disse que "não facilitou" a sua evacuação pelos agentes.
"Eu queria ver o que estava acontecendo... e naquele momento começamos a perceber que talvez fosse um problema sério."

Confusão generalizada



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