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Crédito, Getty Images
- Author, Dale Johnson
- Role, BBC Sport
- Published Há 1 hora
- Tempo de leitura: 11 min
O presidente americano, Donald Trump, confirmou que pediu à Fifa que revisasse a suspensão de uma partida imposta ao atacante dos Estados Unidos, Folarin Balogun, na Copa do Mundo.
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Trump afirmou que a entidade máxima do futebol mundial "tomou a decisão certa" ao suspender a punição de Balogun, acrescentando que a aplicação da penalidade teria deixado uma "grande mancha" no torneio.
Balogun, de 25 anos, estava suspenso para o jogo das oitavas de final contra a Bélgica, na terça-feira (7/7), após receber um cartão vermelho direto por uma falta no zagueiro da Bósnia-Herzegovina, Tarik Muharemovic, na rodada anterior, quando os Estados Unidos venceram a partida por 2x0.
No entanto, no domingo, a Fifa tomou a decisão surpreendente de suspender por 12 meses a punição automática de um jogo, liberando o atacante dos Estados Unidos— que marcou três gols no torneio e é o artilheiro da seleção americana— para ser escalado na partida em Seattle. Leia também: F-35: por que caça norte-americano virou motivo de disputa entre Turquia
Em declaração na Casa Branca na segunda-feira (6/7), Trump disse que pediu à Fifa para rever a decisão porque "não achava que aquilo tivesse sido falta".
Embora tenha confirmado que conversou com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, Trump afirmou que "tudo" o que fez foi solicitar uma revisão, acrescentando que não ordenou ao dirigente suíço que suspendesse a punição de Balogun.
"Achei que foram dois grandes atletas que se chocaram e acabaram se enroscando", disse Trump.
"Acho que isso [a suspensão] teria deixado uma grande mancha. Não posso dizer a eles o que fazer. Não acredito que tenham sido eles [os dirigentes] que tomaram a decisão; acredito que foi a comissão que decidiu. E foi a decisão certa."
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Trump classificou como "horrível" a decisão do árbitro Raphael Claus de expulsar Balogun e disse que o brasileiro era "um pouco suspeito".
Antes disso, na segunda-feira, a Real Associação Belga de Futebol declarou-se "espantada" com a decisão da Fifa de permitir que Balogun fosse escalado para o jogo das oitavas de final. Leia também: Balogun pede desculpas pela eliminação dos EUA na Copa: 'Decepcionamos vocês'
Ao ser procurada pela BBC Sport para comentar as declarações de Trump— incluindo sua opinião sobre Claus, as alegações da Bélgica e o processo de recurso —, a Fifa informou que não tinha "mais nada" a acrescentar "por enquanto".
Ao expressar sua preocupação, a Real Associação Belga de Futebol declarou: "Independentemente do resultado esportivo desta partida, a RBFA está profundamente preocupada com o rumo dos acontecimentos e continuará lutando nas próximas horas, dias e meses em defesa dos princípios fundamentais da ética, da competição justa e dos interesses do futebol como um todo."
O técnico da seleção inglesa, Thomas Tuchel, que viu seu time ficar com dez jogadores contra o México após a expulsão de Jarell Quansah, afirmou que a decisão criou um precedente perigoso.
"A questão que me pergunto é: onde traçar uma linha? Não tenho resposta para isso", disse ele.
"Devemos recorrer se um cartão amarelo não for para cartão amarelo? Devemos achar que não é para cartão vermelho ou quem acha? Onde isso começa e onde termina? Essa é a minha pergunta. Não tenho resposta."


A decisão sobre Balogun cria um precedente?

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