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Trump cancela ida de enviados americanos ao Paquistão para negociaçōes com Irã

Trump cancela ida de enviados americanos ao Paquistão para negociaçōes com Irã Crédito, Reuters Legenda da foto, Trump disse em rede social que viagem de seus enviados

Trump cancela ida de enviados americanos ao Paquistão para negociaçōes com Irã
Trump cancela ida de enviados americanos ao Paquistão para negociaçōes com Irã
O presidente Donald Trump se prepara para embarcar para viagem

Crédito, Reuters

Legenda da foto, Trump disse em rede social que viagem de seus enviados seria "tempo desperdiçado"
Há 1 hora
Tempo de leitura: 5 min

O presidente americano Donald Trump anunciou neste sábado (25/4) o cancelamento da ida de seus enviados especiais ao Paquistão para as negociaçōes com o Irã.

Trump postou na sua rede social Truth Social que ordenou a suspensão da viagem dos representantes Jared Kushner e Steve Witkoff afirmando que era "tempo demais desperdiçado em viagem, trabalho demais".

"Além disso, há uma tremenda luta interna e confusão dentro da 'liderança' deles [iranianos]. Ninguém sabe quem é que manda, incluindo eles", escreveu o presidente americano.

Na sexta-feira (24/4), depois de uma semana de especulação, a Casa Branca havia confirmado que Kushner e Witkoff chegariam no sábado ao Paquistão, que vem atuando como mediador no conflito. Os paquistaneses chegaram a interditar partes da capital Islamabad para o encontro entre as duas partes.

Na segunda, Trump disse à BBC que o governo do Irã está "louco para fazer um acordo" para encerrar definitivamente o conflito entre os dois países - atualmente em cessar-fogo. "Seja lá o que eu estiver fazendo, parece estar funcionando muito bem", disse o líder americano ao ser questionado sobre suas ameaças ao Irã. Leia também: Como Japão abandonou política pacifista e se opôs à China

O repórter Joe Inwood afirmou que o principal entrave nas negociaçōes continua sendo a reabertura do Estreito de Ormuz, que segue bloqueado parcialmente pelas duas partes no conflito.

O ministro das Relaçōes Exteriores do Irã Abbas Araghchi esteve em Islamabad onde se encontrou com representantes paquistaneses e afirmou que "ainda é preciso ver se os Estados Unidos são realmente sérios sobre a diplomacia".

O parlamentar iraniano Mahmoud Nabavian ameaçou os países da região com ações destrutivas caso os EUA ataquem novamente. Nabavian é um parlamentar de linha dura que fez parte da delegação do Irã na primeira rodada de conversas em Islamabad.

"Movimentações regionais indicam a nova loucura do regime maligno americano", escreve ele no X.

"Os líderes dos países da região precisan saber que, desta vez, a resposta esmagadora do Irã levará à cessação completa da produção regional de petróleo, à destruição de toda a infraestrutura e ao deslocamento e a tornar seu povo ao status de refugiado", acrescenta. Mais de mundo

Neste sábado, Trump era esperado para um evento de criptomoedas em Mar-a-Lago, onde seria um dos oradores.

A Agência Nacional de Notícias estatal do Líbano afirma que quatro pessoas foram mortas no sábado em ataques israelenses no sul do país. Leia também: Você deve confiar em conselhos de saúde de um chatbot de IA?

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) "ataquem vigorosamente alvos do Hezbollah no Líbano", disse em um comunicado.

No sábado, as forças militares emitiram uma série de comunicados no Telegram acusando o Hezbollah de violar um cessar-fogo acordado entre Israel e o Líbano. Tanto Israel quanto o Hezbollah têm acusado um ao outro de violar a suspensão dos ataques.

Desde que o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz em 2 de março, logo após os primeiros ataques de Israel e dos Estados Unidos, a rota se tornou um dos epicentros da atual guerra no Oriente Médio.

Hoje, cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta passa pelo estreito — não apenas do Irã, mas também de países do Golfo, como Iraque, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Mesmo sem um bloqueio total, o fluxo de navios caiu drasticamente desde o início do conflito, e o impacto já é sentido nos preços do petróleo em todo o mundo.

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