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A postura mais ambígua do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação a Taiwan elevou as preocupações antes da cúpula desta semana com o presidente chinês, Xi Jinping, em meio a dúvidas sobre o grau de apoio americano à ilha reivindicada por Pequim.
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Trump autorizou em dezembro um pacote de armas de US$ 11 bilhões para Taiwan, o maior já aprovado para a ilha, mas ainda não avançou com a entrega e admitiu ter discutido o tema com Xi. O republicano também criticou Taiwan por ter “roubado” a indústria americana de semicondutores e pressionou Taipei, sob ameaça de tarifas, a ampliar investimentos nos EUA e compras de energia americana. Leia também: Como é a operação de evacuação do MV Hondius, cruzeiro ligado a surto de
Segundo analistas e aliados de Taiwan, a retórica de Trump alimenta especulações sobre a possibilidade de Washington flexibilizar sua posição histórica sobre a ilha. “Temos um presidente transacional e uma oportunidade transacional pode surgir”, afirmou o ex-contra-almirante Mark Montgomery, da Foundation for Defense of Democracies.
O chanceler chinês, Wang Yi, já sinalizou que Taiwan será tema central das conversas com Trump e pediu que os EUA façam “as escolhas corretas” sobre a ilha. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, porém, afirmou que a política dos EUA permanece inalterada e reiterou oposição a qualquer mudança “forçada” no status quo.
A Casa Branca destaca que Trump já aprovou mais vendas militares a Taiwan no primeiro ano de seu segundo mandato do que os cerca de US$ 8,4 bilhões autorizados por Joe Biden em quatro anos. Ainda assim, o governo americano pressiona Taipei a ampliar gastos militares. Na sexta-feira, 8, parlamentares taiwaneses aprovaram US$ 25 bilhões em compras de armamentos, abaixo dos US$ 40 bilhões defendidos pelo presidente Lai Ching-te.
Especialistas avaliam que Xi pode tentar convencer Trump a reduzir laços com Taiwan por meio de limites à venda de armas ou a visitas de autoridades americanas à ilha. “Há risco de Trump fazer comentários improvisados que alterem percepções sobre a política americana”, disse Patricia Kim, da Brookings Institution. Mais de economia
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Para analistas como Lev Nachman, professor da Universidade Nacional de Taiwan, o peso estratégico do setor taiwanês de semicondutores dificulta mudanças drásticas na política dos EUA para a ilha. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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