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Ler matéria →O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegou que a China interferiu nas eleições americanas de 2020, que ele perdeu para o candidato democrata Joe Biden.
As alegações de Trump atribuindo sua derrota a uma suposta fraude nas urnas em 2020 já vem de longa data. Foi sob esse argumento que seus apoiadores invadiram o Capitólio em, quando o Congresso referendaria os resultados eleitorais (leia mais abaixo).
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Em um pronunciamento na noite desta quinta-feira (17), Trump anunciou a abertura de cinco grupos de documentos pela Casa Branca que supostamente provariam fraudes nas eleições de 2020.
"Eles demonstram que, ao longo de vários anos— começando durante o ciclo eleitoral de 2020 —, a República Popular da China realizou o que se acredita ser a maior violação de dados eleitorais da história, resultando na obtenção ilícita, por parte da China, de registros de 220 milhões de eleitores americanos", alegou Trump. Leia também: Tarifaço: diplomacia vê possível recurso à OMC como ‘simbólico’ e para ‘marcar
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O republicano disse que solicitaria uma investigação sobre a China a seu diretor do FBI, Kash Patel, e acusou funcionários da própria inteligência americana de acobertar as supostas evidências de fraude.
Suas alegações contradizem uma avaliação não sigilosa de 2021 da comunidade de inteligência dos EUA, a qual não encontrou indícios de que qualquer ator estrangeiro tenha tentado alterar— ou tenha conseguido alterar— "qualquer aspecto técnico" da votação da eleição presidencial de 2020, incluindo registros de eleitores, cédulas, apurações ou resultados.
Ele também fez outras alegações, como a de que votos enviados pelo correio— modalidade permitida em alguns estados do país— seriam falsificados. Mais de mundo
"A China e outros países têm tentado interferir em nossas eleições, e evidências de fraude foram ocultadas. Centenas de milhares de não cidadãos e pessoas falecidas constam como ativos nas listas de eleitores e, ainda assim, realizamos eleições sem exigência de identificação do eleitor ou comprovação de cidadania, com dezenas de milhões de cédulas circulando livremente pelo correio", afirmou Trump.
Na fala, Trump repetiu suas reclamações em relação ao sistema de votação dos EUA, dizendo que as eleições e apurações do país são vulneráveis. Nos Estados Unidos, cada estado realiza sua própria votação e contagem.
Derrota eleitoral e falsa alegação de fraude
Democratas alertaram nesta semana que Trump estaria tentando ressuscitar falsas alegações de eleições anteriores roubadas para deslegitimar as próximas eleições legislativas de 2026, nas quais o Partido Republicano de Trump enfrenta dificuldades. Leia também: Mundo: Panorama do Oriente Médio e curiosidades animais
A fixação de Trump com sua derrota para Biden e com as teorias sobre o pleito já amplamente desmentidas continuam sendo assuntos que ele menciona regularmente em suas falas públicas desde que retornou à Casa Branca, em 2025.
Porém, elevar esses tópicos profundamente políticos e conspiratórios a um pronunciamento presidencial em horário nobre destaca até que ponto Trump tem usado seu segundo mandato para romper normas e se concentrar em antigas queixas.
Assim como no Brasil, pronunciamentos presidenciais em horário nobre nos EUA normalmente são reservados para grandes marcos ou eventos de importância nacional. A última vez que Trump fez um pronunciamento desse tipo foi em abril, quando ele disse que o país atingiria seus objetivos na guerra no Irã "muito em breve". O conflito, no entanto, ainda está ocorrendo.
Tribunais contra as conspirações de Trump
A alegação de que houve fraude em 2020 já foi rejeitada por tribunais, auditorias eleitorais e pelo Departamento de Justiça durante o primeiro mandato de Trump, que não encontraram evidências de fraude, incluindo qualquer manipulação de urnas eletrônicas.
Na época, a agência federal de segurança cibernética classificou a votação como "a mais segura da história dos Estados Unidos".
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