Equipe de Lula conta com neutralidade dos partidos do Centrão e defende acenos
Ler matéria →Polícia Federal suspeita que Eduardo Cunha tenha desviado emendas parlamentares
A troca de mensagens entre o ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG) e a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como "Tuca, demonstra como o processo de indicação de emendas parlamentares foi forjado para favorecer um político sem mandato, afirmou a Polícia Federal (PF).
Leia no AINotícia: Câmara oficializa: Paulão e Dayany Bittencourt perdem mandatos
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$6 milhões do ex-deputado por suspeita de desvio de emendas parlamentares. Em nota, Cunha negou qualquer irregularidade. A defesa de Mariangela afirmou que sua atuação era estritamente técnica, apartidária e impessoal. (leia a íntegra abaixo)
Cunha é ex-presidente da Câmara. Ele foi cassado em 2016 na esteira da Operação Lava Jato e chegou a cumprir parte da pena em regime fechado.
A base política original de Cunha é o Rio de Janeiro, mas ele tem atuado para formar um novo reduto em Minas Gerais, estado com o qual nunca manteve vinculação política. Leia também: Equipe de Lula conta com neutralidade dos partidos do Centrão e defende acenos
As mensagens trocadas pelo ex-deputado com Fialek mostram como Cunha tem trabalhado para se fortalecer na região, direcionando a aplicação de verbas públicas em cidades do estado.
Em um dos diálogos que teve com a servidora, o ex-deputado demonstra “pouco apreço” com Minas Gerais, conforme relatou a PF.
O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha— Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Paternidade da emenda
Em outra passagem relatada pela PF e usada por Dino para justificar o bloqueio patrimonial de Cunha, o ex-deputado demonstra preocupação com a titularidade de uma emenda enviada a um município mineiro.
“Oi. Se puder. Tou com um problema lá em uma das emendas de Manhuaçu que o pessoal lá é inimigo e estão dizendo que é do Nikolas. Como pôs no Gilberto Abramo, preciso de um ofício dele dizendo que essa emenda é de autoria dele, a pedido do Deputado estadual João Magalhães, senão vamos ter de trocar e não mandar para lá.” Mais de politica
Segundo a PF, a mensagem “causa estranheza”, porque Cunha não tem mandato, mas faz referência a problemas com emendas.
“O Gilberto pode fazer um ofício?”, afirmou Cunha, em referência ao deputado e ex-líder do Republicanos na Câmara Gilberto Abramo (MG). A ideia era esclarecer pelo ofício que a emenda era de autoria do seu grupo político e não de Nikolas Ferreira (PL-MG). Leia também: Republicanos nega que tenha fechado apoio a Flávio Bolsonaro e indica
Ato contínuo, Cunha ainda diz: “Se fizer já me resolve. Cidade pequena é uma guerra”, relata a PF.
Em outra passagem, a PF cita uma mensagem de Cunha para Tuca, na qual cita outros deputados autores de emenda para o estado.
“Ta bom me fala então. Tem Cleitinho aí, que também se arvora lá. Ele pôs 200”.
Conforme a PF, Cunha parece se referir ao senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), que constava como autor de uma emenda no valor de R$200 mil para Minas.
“A fala de CUNHA permite inferir uma aparente preocupação do parlamentar com relação a autores de emendas para o estado de Minas Gerais”, conclui a polícia.
- Câmara dos Deputados
- Eduardo Cunha
- Flávio Dino
- Polícia Federal
- STF - Supremo Tribunal Federal
Leia também no AINotícia
- Equipe de Lula conta com neutralidade dos partidos do Centrão e defende acenosPolitica · agora
- Republicanos nega que tenha fechado apoio a Flávio Bolsonaro e indicaPolitica · 4h atrás
- EUA decidem na quarta sobre tarifaço ao Brasil; governo Lula aguarda 'dimensãoPolitica · 4h atrás
- Brasil no divã: como as eleições e a Copa mobilizam os sentimentos no paísPolitica · 8h atrás

/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/c/Y/iITUXKRoq3dkNbnPiwHg/lula-flavio-bolsonaro.jpg)