Concurso SES-MG: Provas aplicadas neste domingo em 16 cidades do estado
Ler matéria →As fortes chuvas que castigaram o Grande Recife na sexta-feira (1º de maio de 2026) resultaram em um cenário de destruição e luto, com o número de mortos subindo para seis. As ocorrências, majoritariamente por soterramentos e inundações, afetaram cidades como Recife, São Lourenço da Mata e Jaboatão dos Guararapes, forçando o desalojamento e resgate de centenas de famílias.
Vidas Perdidas em Meio à Devastação
A tragédia mais comovente ocorreu no bairro Dois Unidos, no Recife, onde a pequena Maria Helena Barbosa, de apenas um ano e seis meses, foi vítima de um soterramento. Sua mãe e outro filho da mesma família também morreram, enquanto o pai permanece internado. A vizinha Antonia Maria da Conceição expressou a dor da comunidade, afirmando ao G1 que "a gente que não é família, é vizinho, está sofrendo". Leia também: Morre aos 78 anos o escritor pernambucano Raimundo Carrero
Em São Lourenço da Mata, mais uma vida foi perdida. Os bombeiros localizaram o corpo de um jovem de 34 anos que havia desaparecido em meio às inundações durante a noite, elevando o balanço fatal da catástrofe.
Jaboatão dos Guararapes Submerso
O município de Jaboatão dos Guararapes também foi duramente atingido, com dezenas de ruas tomadas pela água. No bairro da Muribeca, a situação levou à intensa atuação do Corpo de Bombeiros, que utilizou botes infláveis para resgatar moradores ilhados. A dona de casa Fernanda Lins relatou a angústia da madrugada: "A gente não dormiu. Ninguém dormiu e só esperando a água baixar, mas não vai baixar", disse ao G1.
A copeira Stefanny Keylla, outra moradora de Jaboatão, compartilhou a decisão de sua família de deixar a residência: "Começou a entrar agora de manhã, hoje. Aí a gente preferiu sair pra não arriscar mais a vida, pra não acontecer algo pior". Mais de noticia
Resgates e Resistência: O Desafio dos Bombeiros
Diante do cenário de emergência, o Corpo de Bombeiros de Pernambuco intensificou as operações de resgate, acolhendo e retirando famílias de áreas de risco. Contudo, o trabalho encontrou um obstáculo: a resistência de alguns moradores em abandonar suas casas, mesmo com a iminência de novos perigos. O subtenente Aldir Aquino, do Corpo de Bombeiros, destacou a dificuldade em convencer quem se nega a sair, mas reiterou o compromisso de resgatar todos que desejam ou precisam de ajuda. Leia também: Maria Bethânia Completa 80 Anos: A Trajetória de 63 Anos nos Palcos e Álbuns Essenciais
O que se sabe até agora
- O número de mortos pelas chuvas no Grande Recife subiu para seis.
- Uma criança de 1 ano e 6 meses, Maria Helena Barbosa, sua mãe e irmão faleceram soterrados em Dois Unidos, Recife. O pai está internado.
- Um jovem de 34 anos morreu em São Lourenço da Mata, vítima de inundação.
- Centenas de famílias foram desalojadas ou resgatadas em cidades como Recife e Jaboatão dos Guararapes.
- Jaboatão dos Guararapes registrou dezenas de ruas alagadas e operações de resgate intensas com botes.
- Bombeiros atuam no resgate, enfrentando resistência de alguns moradores em deixar suas casas.
A sequência de tragédias expõe a vulnerabilidade de diversas áreas do Grande Recife a fenômenos climáticos extremos. A resposta emergencial continua, mas o evento acende um alerta para a necessidade de políticas públicas de prevenção mais eficazes e de um planejamento urbano que considere os riscos geológicos e hidrológicos, visando proteger as populações mais expostas e mitigar futuras perdas.

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