
Crédito, GETTY IMAGES, NAS
- Author, Carlos Serrano
- Role, BBC News Mundo
- e
- Author, Diana Kuryshko
- Role, BBC News Ucrânia
- Há 2 horas
- Tempo de leitura: 7 min
Mas, a cerca de 10 metros de profundidade, permanecem os centros de controle e monitoramento, que sobreviveram ao desastre.
Leia no AINotícia: Rei Charles III visita EUA e defende Otan em discurso no Congresso
"É como um grande labirinto embaixo do reator", explica à BBC o pesquisador Anatolii Doroshenko, de 38 anos, do Instituto de Problemas de Segurança das Centrais Nucleares (ISPNPP, na sigla em inglês).
Naquela rede de salas e corredores subterrâneos, tudo está contaminado pela radiação: o piso, os equipamentos, as paredes e até o ar.

Crédito, Getty Images Leia também: Casamento com um assassino? A história de amor que revelou um crime
Ali, Doroshenko se encarrega de revisar os equipamentos, coletar dados, instalar medidores, retirar amostras e monitorar o estado do combustível nuclear.
Em algumas salas, a radiação é tão alta que o pesquisador precisa completar suas tarefas em menos de quatro minutos e sair imediatamente. Em outras, os níveis de radiação não permitem nem mesmo que ele se detenha por ali.
Seu trabalho é fundamental para garantir que as condições do reator se mantenham estáveis.
Doroshenko reconhece que seu trabalho gera medo, mas ele usa esse receio como seu aliado.
"O medo ajuda a manter o controle e seguir as orientações para garantir baixas doses de radiação", explica ele. Mais de mundo
"Aqui, o maior risco é se acostumar às condições do lugar. Se você se acostumar ao medo, começa a ignorar que está rodeado de radiação. Qualquer coisa, uma luva, uma peça metálica, pode estar contaminada, mesmo que não se observe."

Crédito, Arquivo pessoal
Sob as ruínas
O local é escuro. Alguns corredores têm iluminação, mas o pesquisador e seus colegas sempre levam lanternas. Leia também: Por que a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep é importante
Algumas passagens são tão estreitas que eles precisam caminhar agachados. Todas as salas e corredores estão sinalizados, mas é preciso conhecer bem o caminho para não se perder entre as passagens.
Eles também contam com mapas de contaminação, que indicam quais são as áreas com maior radioatividade.
"Aqui, todos os cientistas sabem onde podemos trabalhar e onde não", explica Doroshenko.

Crédito, Getty Images
O local está repleto de tubos com água radioativa e perigosas formações de cório, uma substância produzida quando o combustível nuclear, sob temperaturas de milhares de graus Celsius, se misturou com a estrutura do núcleo do reator.

Locais inatingíveis


'Quase eufórico'



Contra o esquecimento
Leia também no AINotícia
- Rei Charles III visita EUA e defende Otan em discurso no CongressoMundo · 3h atrás
- De 'Bessias' da Lava Jato a evangélico indicado ao STF: a trajetória de Jorge MessiasMundo · 4h atrás
- Por que investidores estrangeiros avaliam que Brasil vive 'momento de ouro' na economiaMundo · 4h atrás
- Por que o Spotify não tem um botão para filtrar música feita por IAMundo · 6h atrás