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Tornado destrói casa de pecuarista em Pedro Osório: 'Cenário de guerra, não tem

Um morador de Pedro Osório, no Sul do Rio Grande do Sul, teve a casa completamente destruída pela passagem de um tornado no município

Tornado destrói casa de pecuarista em Pedro Osório: 'Cenário de guerra, não tem

Um morador de Pedro Osório, no Sul do Rio Grande do Sul, teve a casa completamente destruída pela passagem de um tornado no município. Leonardo Hepp Ferreira, diretor de Agricultura da prefeitura e pecuarista, contou que estava fora da propriedade no momento do temporal e só viu a dimensão dos estragos ao retornar ao local. 🔎

O Rio Grande do Sul foi afetado por uma frente fria associada à formação de um ciclone extratropical no oceano. No entanto, de acordo com a Defesa Civil, a linha de instabilidade já se afasta do estado, mas mantém ventos persistentes. Quando as condições do tempo melhoraram, ele foi até a propriedade.

Leia no AINotícia: Temporal no Rio Grande do Sul: Estragos

O cenário encontrado era de devastação. " Cenário de guerra, desmanchou tudo.

Não tem mais nada", relata Ferreira. Segundo Ferreira, ele havia saído para trabalhar durante a tarde. Já na cidade, percebeu o início da tempestade e começou a receber mensagens informando que um tornado havia passado pela região onde fica sua residência, na localidade da Vila Matarazzo.

Leonardo disse que soube dos danos por meio de registros feitos por pessoas que passavam pela estrada durante o temporal. Em um dos vídeos, é possível ver a área onde ficava a residência. Veja abaixo. Leia também: Temporal no Rio Grande do Sul: Estragos

Tornado destrói casa de pecuarista em Pedro Osório— Foto: Imagens cedidas/ Leonardo Hepp Ferreira; Imagens

cedidas/ Paulo Cesar Maciel Andrade A construção foi totalmente destruída pela força do vento. "Era uma casa, agora não tem mais nada", lamenta o morador.

Tornado atinge RS pela segunda semana consecutiva— Foto: Paulo Cesar Maciel Andrade/Imagens cedidas Pela segunda semana consecutiva, um tornado foi confirmado no Rio Grande do Sul.

Desta vez, o fenômeno ocorreu no município de Pedro Osório, no Sul do estado, nesta quinta-feira (6). A confirmação foi feita pela Climatempo Meteorologia, com base em dados da Defesa Civil do RS. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre feridos.

🔍 Conforme a Climatempo, o tornado foi gerado por uma supercélula, um tipo de tempestade com corrente ascendente giratória. " Mais de noticia

Supercélulas comumente causam granizo de grande tamanho e rajadas de vento intensas, e em algumas ocasiões tornados", explica a Defesa Civil. No total, oito cidades reportaram danos nesta quinta-feira. Primeiro tornado

Na última semana, no dia 28 de julho, o mesmo fenômeno atingiu a região Noroeste do estado nos municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho. A Defesa Civil Regional confirmou quatro feridos no total. RS registra novo tornado pela segunda semana seguida— Foto: Arte/g1

Corredor de tornados O Rio Grande do Sul está inserido no chamado corredor de tornados da América do Sul, considerado uma das regiões mais favoráveis do planeta para a formação desses fenômenos, atrás apenas da região central dos Estados Unidos. Nessa faixa do continente, diferentes condições atmosféricas costumam se encontrar com frequência. Leia também: Menores Migrantes em Ceuta: Espanha Planeja Transferência para o Continente

Um dos fatores determinantes é o encontro do ar quente e úmido vindo da Amazônia com o ar frio que avança do sul do continente. Quando os ventos mudam de direção e velocidade conforme a altitude, a tempestade começa a girar. O tornado é justamente a coluna de ar em rotação que liga a base da nuvem ao solo.

Em poucos minutos, os ventos podem ultrapassar 300 quilômetros por hora. O que é o tornado Conforme a Climatempo Meteorologia, "o tornado é uma corrente de ar ascendente gerada entre a base da supercélula e o solo, em forma de funil, com movimento giratório. "

" A passagem de um tornado provoca torções em objetos justamente por causa desta característica de giro intenso. O prolongamento da base da supercélula em formato de funil é visível no horizonte.

Quando o funil toca o solo, chamamos de tornado", continua a explicação. " Em muitos casos", continua a Climatempo, "o funil é visível apenas na base da nuvem e não chega ao solo.

" Ainda segundo a empresa, "o tornado pode se deslocar e causas danos em alguns quilômetros. O mesmo padrão de estragos é visível ao longo de um caminho".

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