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'Todos juntos vamos, para frente Brasil, Brasil. Salve a seleção!'

Como já escrevi, gostaria de ver Danilo Santos (Botafogo) e Paquetá (Flamengo) na equipe titular, porque preenchem mais o meio-campo, que acho vulnerável, além de

'Todos juntos vamos, para frente Brasil, Brasil. Salve a seleção!'
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Danilo, do Botafogo, em atuação pela seleção brasileira contra o Panamá
Danilo, do Botafogo, em atuação pela seleção brasileira contra o Panamá Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

A seleção brasileira já está treinando nos Estados Unidos, com algumas dúvidas na escalação e também no esquema tático.

Como já escrevi, gostaria de ver Danilo Santos (Botafogo) e Paquetá (Flamengo) na equipe titular, porque preenchem mais o meio-campo, que acho vulnerável, além de proporcionarem mais dinâmica e intensidade no jogo.

Leia no AINotícia: Juízes da Copa 2026 podem embolsar até R$ 394 mil

Gostaria também de ver o Rayan (Bournemouth) mais tempo em campo contra o Egito, que é uma equipe melhor e mais competitiva do que o Panamá. Leia também: Juízes da Copa 2026 podem embolsar até R$ 394 mil

Mas o tema que quero levantar é o tempo de 24 anos sem o Brasil chegar ao menos a uma final de Copa. A última foi no penta da Coreia/Japão em 2002, na vitória por 2 x 0 contra a Alemanha, com os dois gols do Ronaldo, que, inclusive, é o segundo artilheiro do Brasil em finais de Copas do Mundo.

Vavá fez 2 em 1958 contra a Suécia e um em 1962 contra a Tchecoslováquia. O outro maior artilheiro do Brasil em finais é simplesmente o Rei do Futebol, o maior jogador de todos os tempos e atleta do século 20: Pelé. O Rei também fez 2 em 1958 contra a Suécia, com apenas 17 anos, e outro em 1970 contra a Itália.

O Brasil não chega favorito nessa Copa de 2026, mas, na realidade, isso pouco importa na prática, porque temos time para surpreender. Não será nada fácil e dependerá muito do encaixe e da personalidade coletiva desse time.

Durante esses 24 anos sem título, não chegamos nem perto disso e passamos o maior vexame em 2014, naquela derrota por 7 x 1 para a Alemanha no Mineirão, na única semifinal que chegamos. Tanta coisa ocorreu desde 2002 que desfizeram nosso vínculo com o título de Copa. Mais de esporte

CBF em desordem, desorganização, corrupção, presidentes presos, outros sem poder sair do país, em alguns momentos equívocos de escolha de treinadores, falta de grandes craques e de liderança de grupo. Esse último ciclo foi o pior de todos, com afastamento do ex-presidente Ednaldo Rodrigues, treinadores interinos (Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Jr.) e a demora absurda para contratarem o treinador para a Copa.

Na verdade, não existiu ciclo algum; foi tudo uma grande bagunça, com direito a recordes negativos durante esse tempo, fora a amassada que tomamos da Argentina no Monumental de Nuñez por 4 x 1, com direito a tapa na cara, na cabeça, afinal, o Raphinha havia soltado aquela frase célebre: "PORRADAS NELES, NO CAMPO E FORA SE PRECISAR". Leia também: Panorama do Futebol Brasileiro: Destaques e Polêmicas na Parada da Copa

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Esse é outro fator que me preocupa: as falas sem sentido e provocadoras que só motivam o adversário. A prepotência, arrogância e a soberba que temos com o nosso futebol atual estão desconectadas da realidade.

O maior trabalho da comissão técnica será o fator mental desse grupo. Muitos ótimos jogadores, mas que, na seleção, ainda não jogaram nem metade do que jogam em seus clubes.

A seriedade e o foco são imprescindíveis em uma Copa do Mundo e nesta seleção brasileira, porque o deslumbre vive à espreita, pronto para subir à cabeça desse grupo.

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