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Tesouro IPCA+ passa de 8,5% e atinge recorde da série após Fed e Copom

A sessão é marcada pela digestão das decisões de juros na véspera no Brasil e nos Estados Unidos

Tesouro IPCA+ passa de 8,5% e atinge recorde da série após Fed e Copom
(Foto: Sasun Bughdaryan/Unsplash)
(Foto: Sasun Bughdaryan/Unsplash)

O Tesouro IPCA+ 2032 renovou a máxima histórica da série nesta quinta-feira (18), abrindo a 8,51% ao ano, de 8,33% no fechamento de quarta-feira, alta de 18 pontos-base e maior taxa registrada desde o lançamento do papel em fevereiro. A sessão é marcada pela digestão das decisões de juros na véspera no Brasil e nos Estados Unidos. Aqui, o Copom cortou a Selic em 25 pontos-base, para 14,25%, e Kevin Warsh estreou como presidente do Fed com um discurso interpretado pelo mercado como inclinado a altas de juros.

O corte do Copom ampliou ainda mais o fosso entre a taxa básica e os prefixados. Com a Selic agora em 14,25%, o Tesouro Prefixado 2029 a 14,75% opera 50 pontos-base acima da taxa básica, ante apenas 25 bps na véspera. Esse distanciamento reforça a leitura de que o mercado não acredita no ciclo de cortes e embute na curva a possibilidade de que os juros voltem a subir.

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O Prefixado 2032 subiu de 14,67% na quarta para 14,76% nesta quinta, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 avançou de 14,53% para 14,62%. Nos demais títulos de inflação, o IPCA+ 2040 sobe de 7,51% para 7,61%, e o IPCA+ 2050 opera com variação mais contida, de 7,21% para 7,26%. Leia também: Após IPO, SpaceX encara teste do mercado para bancar ambição trilionária em IA

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A decisão do Copom foi unânime e amplamente esperada, mas o comunicado dividiu analistas. Uma corrente avalia que o BC sinalizou, ainda que de forma implícita, que novos cortes só serão possíveis se os dados permitirem, numa leitura que vê o ciclo praticamente encerrado diante da piora do quadro inflacionário.

O Goldman Sachs, por exemplo avalia que o comunicado não deu ênfase adequada à deterioração do quadro inflacionário e que há espaço muito limitado para novos cortes no curto prazo. Morgan Stanley vai além e prevê que a curva de DI deve embutir crescentes prêmios de alta, com o DI de janeiro de 2029 podendo chegar a 15%.

Outra corrente, mais otimista, sustenta que a taxa real ex-ante ainda se encontra bem acima do nível neutro e que o espaço para cortes adicionais em agosto e setembro permanece aberto, especialmente se os preços de energia cederam com a normalização de Ormuz. É o caso do UBS, para quem o mercado está sendo conservador demais ao precificar o corte de quarta como o último do ciclo, e prevê reduções adicionais em agosto e setembro. Mais de economia

Do ponto de vista do investidor, as taxas atuais são vistas como boas oportunidades para travar o rendimento até o vencimento, já que a volatilidade não deverá permitir saída antecipada (com lucro maior) de forma simples.

No exterior, os Treasuries de 2 anos seguem elevados ao redor de 4,19%, com traders precificando uma alta completa do Fed até outubro. Os Treasuries de 30 anos, por outro lado, registraram queda de rendimento, sinal de que o mercado acredita que Warsh conterá a inflação no longo prazo. O petróleo cai com a extensão do cessar-fogo entre EUA e Irã por mais 60 dias, o que deveria comprimir os prêmios de inflação, mas o efeito é sobreposto pela leitura combinada do Fed e do Copom. Leia também: Curva de juros tem inclinação com mercado vendo Copom leniente com inflação

Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h21 desta quinta-feira (18):

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Equipe InfoMoney

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