Renan Santos: por que parte da Faria Lima embarcou no discurso radical
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Crédito, Cortesia de Luis Felipe Molina
- Author, Redação
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 37 minutos
- Tempo de leitura: 3 min
O jornalista e meteorologista Luis Felipe Molina cresceu e viveu a maior parte de sua vida em Manizales, uma das cidades afetadas pelo terremoto de magnitude 7,4 que sacudiu o oeste da Colômbia na segunda-feira (10/08).
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Embora o epicentro tenha sido o município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, o tremor foi sentido com muita intensidade a cerca de 150 quilômetros dali, na famosa região conhecida como Eixo Cafeeiro, onde fica Manizales, que já enfrentou várias vezes esse tipo de fenômeno natural.
"Os terremotos nesta região têm uma certa periodicidade. Ocorreram em 1962, 1979 e 1999, mas não voltamos a ter tremores fortes", afirma, acrescentando que "desde 1999 isso não se movia de forma tão assustadora".
Uma prova disso é que o prédio de 17 andares onde Molina mora e que, segundo ele, foi construído de acordo com a regulamentação em vigor, permaneceu de pé apesar da tremenda força que o atingiu na segunda-feira. Leia também: As impactantes imagens do terremoto que abalou a Colômbia
"Tudo no meu apartamento se movia. Pela janela eu via os prédios ao redor balançarem de um lado para o outro. Tenho 450 livros e apenas alguns permaneceram de pé. Era possível ouvir vidros se quebrando, gritos."
"Juro a vocês que, se não fosse o código de segurança, esta cidade estaria em ruínas", diz Molina. "Eu nunca tinha visto tanta força."
Molina estava na academia do prédio quando começou a sentir o tremor e decidiu correr para se refugiar em seu apartamento. Quando sentiu que era seguro, saiu para a rua e encontrou a população em pânico.
"Foram momentos de muita incerteza porque não havia energia elétrica, não havia telefone e havia muita gente aglomerada nas ruas com medo dos tremores secundários."

Crédito, Luis Felipe Molina Mais de mundo
Uma das cidades mais afetadas
O aeroporto e a estrada que liga Manizales à capital, Bogotá, estão fechados.
O prefeito da cidade, Jorge Eduardo Rojas, informou que pelo menos duas pessoas morreram em decorrência do tremor.
Ele acrescentou que "mais de 12 edifícios" e "mais de 20 residências" ficaram total ou parcialmente destruídos, e relatou vazamentos de gás e danos na rede elétrica. Leia também: Sarampo volta a acender alerta no Brasil: quem precisa se vacinar? Veja
Segundo Rojas, a cidade mobilizou toda a sua capacidade de resposta, mas "não estamos conseguindo dar conta".
Ele classificou a situação como "muito trágica e muito difícil" para a cidade.

Crédito, Getty Images
Uma das imagens do terremoto que mais causaram impacto é a da Catedral de Nossa Senhora do Rosário de Manizales, com uma de suas torres visivelmente afetada, embora ela não tenha desabado.
"Ela foi construída na década de 1930, é o nosso símbolo e, em um terremoto ocorrido em 1962, uma de suas torres já havia caído. Desta vez, a torre nordeste foi afetada", explicou Molina.
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