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Tereza Cristina lamenta fim da articulação para vice de Flávio após negativa

Tereza Cristina participou da convenção do Avante nesta sexta-feira (31), em Campo Grande

Tereza Cristina lamenta fim da articulação para vice de Flávio após negativa do

Tereza Cristina participou da convenção do Avante nesta sexta-feira (31), em Campo Grande.— Foto: Ana Karla Flores/g1

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) comentou pela primeira vez o fim das articulações para integrar como candidata a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A declaração foi dada ao g1, nesta sexta-feira (31), após a convenção estadual do Avante, em Campo Grande. Questionada se ainda haveria novas tentativas para que ela integrasse a chapa de Flávio Bolsonaro como candidata a vice, a senadora respondeu: "

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O que foi está posto, o partido vai manter a neutralidade. Não sou candidata independente. Preciso que o partido avalie isso.

Se o partido manteve neutralidade, eu sinto. Vamos ficar firmes na campanha do Flávio". ➡️As articulações para que Tereza Cristina ocupe a vaga de vice de Flávio Bolsonaro (PL) se dão em um cenário marcado por resistências partidárias e divisões internas na direita. Leia também: Agir lança 77 pré-candidatos estaduais em MG e apoia Simões para 2026

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Nesta sexta-feira (31), após uma negativa pública do PP, Flávio disse respeitar a resposta, mas afirmou: " Sou brasileiro, não desisto nunca.

" Flávio Bolsonaro chegou a se referir à ex-ministra como o "sonho de consumo" dele para a composição da chapa. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, vem sendo um dos principais articuladores para levar Tereza Cristina para o lado de Flávio.

Entre empresários, especialmente aqueles ligados ao agronegócio, há pressão pelo ingresso da senadora na campanha presidencial. No palanque da convenção do Avante, em Campo Grande, o governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato à reeleição, Eduardo Riedel (PP), também lamentou o fim das articulações para que Tereza Cristina integrasse uma eventual chapa de Flávio Bolsonaro. "

Hoje foi um dia difícil. Hoje poderia estar aqui a vice-presidente do Brasil", disse. Durante discurso na convenção, Tereza Cristina não citou as negociações para a eleição presidencial.

A senadora concentrou a fala em manifestar apoio aos candidatos do Avante em Mato Grosso do Sul. Negativa do PP O PP, no entanto, comandado por Ciro Nogueira, resiste à aliança com o PL de Flávio Bolsonaro e deu uma resposta formal sobre as negociações nesta sexta-feira (31) ao emitir nota em que diz que se manterá neutro nas eleições presidenciais. Mais de noticia

Parte de uma federação com o União Brasil, o PP depende da concordância do União para tomar a decisão de aderir à candidatura de Flávio. Nos dois partidos, um empecilho é a dificuldade de conciliar uma eventual disposição do comando nacional com os interesses dos diretórios estaduais. Os dirigentes nacionais da federação indicaram que preferem liberar os estados para que eles fechem alianças de acordo com os contextos locais.

Do lado do PP pesa ainda a mágoa de Ciro Nogueira com Flávio Bolsonaro. Ciro é alvo do caso Master e, desde que o aliado passou a ser alvejado pelas investigações da Polícia Federal, Flávio demarcou distância do presidente do PP. Ciro foi ministro de Jair Bolsonaro (PL) e chegou a ser cogitado por Flávio como possível vice. Leia também: Entenda as idas e vindas na tentativa de levar Tereza Cristina à vice de Flávio

O presidenciável também é citado no caso Master. Flávio foi flagrado pedindo dinheiro ao ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Já Ciro é suspeito de ter recebido recursos e presentes de Vorcaro para facilitar os negócios do Master por meio de sua atuação como senador.

📆 Pela lei eleitoral, os partidos políticos têm até 5 de agosto para fazer convenções, eventos em que decidem se terão candidatos para os cargos em disputa, se apoiarão algum candidato de outro partido ou se ficarão neutros. Depois disso, eles têm até 15 de agosto para registrar na Justiça Eleitoral as chapas que disputarão as eleições. Análise: Centrão teme retaliação e se afasta de Flávio

A tendência é predominar a tese de que vale mais um Flávio Bolsonaro isolado, fraco e derrotado na eleição do que uma liderança do Centrão acabar o ano na prisão A articulação para fazer a senadora Tereza Cristina (PP-MS) vice do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durou pouco. O principal motivo apontado nos bastidores para o fracasso do plano é o medo que caciques do Centrão têm de uma retaliação vinda do governo via Polícia Federal e principalmente de setores do judiciário por meio do avanço de investigações contra eles, em especial no caso Master.

O prazo final para uma decisão é a próxima quarta-feira (5). Mas o roteiro parece já estar escrito. A tendência é predominar a tese de que vale mais um Flávio Bolsonaro isolado, fraco e derrotado na eleição do que uma liderança do Centrão acabar o ano na prisão.

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