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Um novo estudo indica que a Falha de San Andreas e a Falha de San Jacinto atingiram níveis de tensão inéditos em mil anos. O cenário aumenta a possibilidade de um grande terremoto na Costa Oeste dos Estados Unidos.
Embora o resultado chame atenção pelo potencial de risco, os pesquisadores reforçam que não é possível prever quando um terremoto vai acontecer. O trabalho ajuda a entender melhor os cenários possíveis e a apoiar o planejamento de prevenção, explica o New Atlas. O comportamento do sistema ainda não é totalmente previsível.
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O ponto mais sensível do sistema
Entre as conclusões do estudo, uma das mais importantes envolve a região de Cajon Pass, que pode funcionar como um “portão sísmico”. Esse ponto seria capaz de bloquear ou permitir que uma ruptura se espalhe entre as falhas de San Andreas e San Jacinto.
O que mais chama atenção é que esse mecanismo depende do alinhamento da tensão entre os dois sistemas. Em certos momentos, ele pode conter a ruptura. Em outros, permitir que ela avance de forma conjunta.
É justamente esse comportamento que chamou atenção dos cientistas. Leia também: Primeiro MacBook touchscreen terá OLED, processador M5 e Dynamic Island
Nossos resultados mostram que os níveis de tensão em vários segmentos das falhas estão agora iguais ou acima dos valores mais altos observados no último milênio e que a região pode estar sujeita a uma grande ruptura contínua que envolva ambos os sistemas de falhas.
Liliane Burkhard, pesquisadora associada do Instituto de Geofísica e Planetologia do Havaí e autora principal do estudo, em nota.
Os principais pontos do estudo são:
- Os níveis de tensão estão entre os mais altos já registrados em mil anos de análise.
- Cajon Pass pode atuar como ligação entre as falhas em determinados cenários.
- Mais de 160 anos se passaram desde a última grande ruptura na região.
Por que a pressão continua crescendo
As placas tectônicas se movem continuamente ao longo da Falha de San Andreas, avançando entre 2,5 e 5 centímetros por ano. Parece pouco, mas esse deslocamento constante, quando bloqueado pelo atrito entre as placas, faz a pressão se acumular lentamente ao longo de décadas.
Em certos momentos, esse bloqueio se rompe de forma súbita, liberando uma grande quantidade de energia. É isso que dá origem aos terremotos sentidos na superfície.
O comportamento do sistema ainda não é totalmente previsível. Os cientistas explicam que, como não houve uma liberação significativa dessa tensão desde o terremoto de Fort Tejon, em 1857, a região segue sob alta pressão acumulada. Mais de tecnologia
“Esta não é uma previsão de quando um terremoto acontecerá. No entanto, estudos como este representam contribuições importantes para a pesquisa nacional e global sobre riscos sísmicos, pois utilizamos ciência quantitativa rigorosa para compreender melhor o risco enfrentado por milhões de pessoas”, afirmou Burkhard.

O que o estudo realmente indica
Os pesquisadores reforçam a diferença entre prever um evento e avaliar riscos. Os modelos utilizados ajudam a simular cenários possíveis, mas não permitem determinar quando um grande terremoto ocorrerá. Leia também: Tensão na Falha de San Andreas chega ao maior nível em mil anos
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Um ponto importante destacado pelo estudo é que o sul da Falha de San Andreas não passa por uma grande ruptura desde 1857. Esse longo intervalo sem liberação significativa de energia reforça a necessidade de monitoramento constante da região.
No fim, a pesquisa mostra que entender o comportamento dessas falhas é essencial para reduzir riscos e melhorar a preparação em áreas mais vulneráveis da Califórnia.
O estudo foi publicado no periódico científico Journal of Geophysical Research: Solid Earth.
Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
Tags:
desastres naturais
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