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Tendão do bíceps femoral: tudo sobre a lesão que tirou Éder Militão da Copa do Mundo

Tendão do bíceps femoral: tudo sobre a lesão que tirou Éder Militão da Copa do Mundo Zagueiro da Seleção Brasileira e do Real Madrid vinha fazendo tratamento

Tendão do bíceps femoral: tudo sobre a lesão que tirou Éder Militão da Copa do Mundo

Tendão do bíceps femoral: tudo sobre a lesão que tirou Éder Militão da Copa do Mundo Zagueiro da Seleção Brasileira e do Real Madrid vinha fazendo tratamento conservador, mas quadro se agravou com nova lesão e exigiu cirurgia O zagueiro Éder Militão está fora da Copa do Mundo de 2026.

Convivendo há meses com uma lesão na coxa esquerda, o defensor da Seleção Brasileira e do Real Madrid havia optado por um tratamento conservador que não inviabilizasse a participação no torneio, mas não foi suficiente: nesta terça (28), após constatar o agravamento do problema, ele foi submetido a uma cirurgia que deve afastá-lo dos gramados por cerca de seis meses. Segundo o Real, Militão sofreu uma ruptura no tendão proximal do bíceps femoral e foi operado pelo médico finlandês Lasse Lempainen, especialista na área. A intervenção foi considerada bem-sucedida e ele deve começar “nos próximos dias” o trabalho de reabilitação.

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O tempo de recuperação, porém, é mais longo do que o intervalo até a Copa: o Brasil estreia na competição em 13 de junho, contra o Marrocos, enquanto o defensor só deve voltar a atuar em outubro. Entenda melhor a lesão de Éder Militão, as tentativas de tratamento que ele realizou nos últimos meses e a cirurgia que acabou se tornando inevitável. Leia também: Chás para concentração ganha destaque após novo desdobramento em chás para concentração: veja 5 opções que podem ajudar a ter mais foco compostos bioativos de algumas infusões atuam no cérebro

O que, exatamente, foi a lesão de Éder Militão? Inicialmente, acreditava-se que o zagueiro havia sofrido uma lesão muscular no bíceps femoral, um dos músculos conhecidos como isquiotibiais, que compõem a região posterior da coxa. Militão já havia machucado essa parte do corpo no final de 2025, e optou por um tratamento sem cirurgia.

O quadro é caracterizado por dor intensa na região das nádegas. A gravidade da lesão muscular varia, podendo envolver estiramentos ou até uma ruptura do próprio músculo. Quando o problema permanece latente, alterações na movimentação ocasionadas pelo desconforto também podem colocar em risco estruturas vizinhas, como parece ter sido o caso de Militão: desta vez, além da questão muscular, o defensor também apresentou uma ruptura do tendão que passa por essa zona e chega até a parte de trás do joelho.

Diante do novo cenário, não houve alternativa além da cirurgia. Como era o tratamento conservador? Até a nova lesão, Militão havia optado por uma técnica menos invasiva, justamente para evitar ter que passar por uma cirurgia com um período de recuperação longo. Mais de saude

Além de desfalcar o clube na sequência da temporada, o procedimento provavelmente o impediria de disputar a Copa do Mundo, como agora acabará acontecendo de qualquer maneira. Segundo a ESPN, o zagueiro teria optado por um tratamento com plasma rico em plaquetas, conhecido como PRP. Nessa técnica, uma amostra de sangue da própria pessoa passa por procedimentos que a convertem em um plasma enriquecido com mais plaquetas, fragmentos celulares que ajudam na cicatrização.

O PRP é estudado por um potencial de acelerar a recuperação de lesões em músculos, ligamentos, tendões e articulações, desde que acompanhado de um período de repouso e fisioterapia. Como costuma ocorrer com intervenções conservadoras em atletas de alto rendimento, porém, a técnica também envolve uma espécie de corrida contra o tempo: a ideia é manter o desempenho tanto quanto for possível e deixar a cirurgia para depois da temporada, algo que nem sempre é possível, como visto no quadro de Militão. Em grande parte dos casos, mesmo sem agravamento da lesão antes do previsto, uma intervenção cirúrgica tende a ser necessária. Leia também: Câncer e fertilidade ganha destaque após novo desdobramento em câncer e fertilidade: o que fazer antes de começar o tratamento quimioterapia, radioterapia e cirurgias podem comprometer de forma

Isso ocorre porque, diferentemente de não-atletas, esportistas profissionais não costumam ter tempo de repouso suficiente entre jogos e eventos para que a cicatrização ocorra completamente só com um tratamento conservador, colocando em risco a continuidade da carreira. Como funciona a cirurgia? A cirurgia busca reparar o tendão rompido e reinseri-lo no osso – vale lembrar que os tendões são as estruturas que ligam os músculos aos ossos, diferentemente dos ligamentos, que conectam apenas ossos.

A operação é apenas parte do processo de recuperação, que também exige um período de cicatrização e reabilitação com fisioterapia. O tempo depende da gravidade do quadro, do sucesso do procedimento e de fatores de saúde individual do paciente. No caso de Militão, a projeção inicial é que ele só tenha condições de jogar novamente por volta de outubro.

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