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Tenda (TEND3) e Cury (CURY3) caem forte após dados abaixo das expectativas

Ativos mencionados na matéria Reprodução / Pixabay Publicidade As ações das construtoras Tenda ( TEND3 ) e Cury ( CURY3 ) figuram entre as maiores perdas da Bolsa na

Tenda (TEND3) e Cury (CURY3) caem forte após dados abaixo das expectativas
Reprodução / Pixabay
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As ações das construtoras Tenda (TEND3) e Cury (CURY3) figuram entre as maiores perdas da Bolsa na sessão desta quarta-feira (8), após divulgação de suas respectivas prévias operacionais.

Por volta das 11h20, TEND3 recuava 3,14%, cotada a R$ 33,90, enquanto CURY3 recuava 5,35%, a R$ 32,18. Já próximo das 12h, TEND3 reduzia as perdas, para menos 1,86%, a R$ 34,35, mas CURY3 mantinha o mesmo patamar de queda, com menos 5,47%, a R$ 32,14.

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O JPMorgan e o Goldman Sachs avaliaram que a prévia operacional da Tenda no segundo trimestre ficou abaixo das expectativas, mas mantiveram recomendação de compra para as ações, entendendo que parte da desaceleração já era esperada pelo mercado.

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Para o JPMorgan, embora os números tenham decepcionado, a reação negativa das ações deve ser limitada, uma vez que a companhia já vinha sinalizando uma desaceleração na velocidade de vendas e os papéis haviam acumulado queda antes da divulgação.

Os lançamentos somaram R$ 1,77 bilhão, alta de 59% na comparação anual, ficando 14% acima da estimativa do banco e 21% acima do primeiro trimestre. Ao todo, a Tenda lançou 14 empreendimentos na operação principal e outros três projetos pela Alea. Leia também: Bolsas da Europa recuam com alta do petróleo; Trump diz que acordo com Irã

Apesar disso, as vendas líquidas totalizaram R$ 1,40 bilhão, avanço de 17% em um ano, mas ficaram 3% abaixo da projeção do JPMorgan e recuaram 9% frente ao trimestre anterior.

Com isso, a velocidade de vendas sobre a oferta (SoS) consolidada ficou em 24,8%, 1,7 ponto percentual abaixo da estimativa do banco e 3,5 pontos percentuais inferior tanto na comparação anual quanto trimestral. Segundo o JPMorgan, o desempenho refletiu a estratégia da companhia de elevar preços.

Os distratos somaram R$ 207 milhões, alta de 21% em um ano, representando 13,6% das vendas brutas. O banco atribui esse aumento principalmente ao cancelamento de um empreendimento recém-lançado por questões relacionadas ao licenciamento ambiental.

O Goldman Sachs também considerou a prévia operacional fraca. O banco destacou que a VSO da operação principal ficou em 24%, abaixo da meta da companhia, de 25% a 30%.

Na avaliação do Goldman, as vendas líquidas ficaram 7% abaixo de suas estimativas, enquanto os lançamentos superaram as projeções em 24%, atingindo um recorde de R$ 1,7 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV). Mais de economia

Segundo a companhia, o desempenho foi consequência de uma estratégia de aumento de preços para compensar a inflação dos custos de construção no início do trimestre. Como a pressão sobre os custos diminuiu ao longo do período, a administração afirmou que voltará a priorizar o aumento da velocidade de vendas para a faixa-alvo.

O Goldman Sachs acrescenta que os investidores seguem atentos à evolução da velocidade de vendas, da geração de caixa e ao potencial de distribuição de dividendos mais elevados, fatores que podem sustentar uma reavaliação positiva das ações no médio prazo.

Apesar da leitura cautelosa sobre os resultados, JPMorgan e Goldman Sachs mantiveram recomendação de compra para a Tenda, com preços-alvo de R$ 48,50 e R$ 37, respectivamente. Leia também: Mitre e Banco Pine informam pagamento de proventos aos acionistas

Cury (CURY3)

O Goldman Sachs classifica a prévia operacional da Cury como fraca e já esperava reação negativa das ações, após um desempenho abaixo das expectativas no segundo trimestre de 2026.

Segundo o banco, as vendas líquidas ficaram 18% abaixo de sua estimativa, resultado semelhante à frustração observada nos lançamentos, que também vieram abaixo do esperado, com uma diferença de aproximadamente 20%.

De acordo com conversas do Goldman Sachs com a companhia, parte desse desempenho foi explicada pelo adiamento de um lançamento previsto para o segundo trimestre, o que afetou os números do período.

O banco destaca que os empreendimentos lançados recentemente representam cerca de 60% das vendas da Cury, o que torna o cronograma de lançamentos um fator importante para o desempenho comercial.

Na avaliação do banco, um dos principais pontos de atenção daqui para frente será verificar se a companhia conseguirá acelerar novamente a velocidade de vendas e recuperar o indicador de SoS.

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