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Temer diz que Dilma deixou de falar com ele após impeachment

Ex-presidente Michel Temer na abertura de conferência do Lide em Nova York (Reprodução) Publicidade O ex-presidente Michel Temer, que assumiu o governo após o

Temer diz que Dilma deixou de falar com ele após impeachment
Ex-presidente Michel Temer na abertura de conferência do Lide em Nova York (Reprodução)
Ex-presidente Michel Temer na abertura de conferência do Lide em Nova York (Reprodução)

O ex-presidente Michel Temer, que assumiu o governo após o impeachment de Dilma Rousseff (PT), afirmou que hoje respeita a ex-presidente, mas disse que ela deixou de falar com ele depois do processo de afastamento. A declaração foi dada em entrevista ao UOL.

Segundo Temer, o rompimento entre os dois ficou evidente após um comentário seu sobre o caso da compra da refinaria de Pasadena, no Texas, pela Petrobras. O episódio ganhou repercussão por ter ocorrido quando Dilma presidia o Conselho de Administração da estatal, que mais tarde seria alvo da Operação Lava Jato.

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O ex-presidente afirmou que, ao ser questionado sobre o tema, disse que Dilma era “muito honesta”. Em resposta, segundo ele, a petista divulgou uma nota afirmando que não queria que sua “honestidade pessoal e política” fosse usada por Temer para limpar a imagem de “golpista” atribuída a ele após o impeachment. Leia também: Temer diz que Daniel Vorcaro é ‘figura doce’, mas ‘exagerou’

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Temer também disse que, ao assumir interinamente a Presidência em 2016, fez um discurso no qual manifestou respeito institucional a Dilma.

Na entrevista ao UOL, o ex-presidente comentou ainda os atos de 8 de Janeiro e afirmou que houve, sim, uma tentativa de golpe de Estado, embora sem apoio das Forças Armadas.

“A intenção de golpe houve, sim. Houve o desejo, sem dúvida alguma. Porque a invasão não foi a prédios quaisquer. Foi a prédios que abrigavam os Poderes. Portanto, houve tentativa de golpe”, disse.

Temer também elogiou a atuação do ministro Alexandre de Moraes e do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que as decisões da Corte ajudaram a garantir as eleições de 2022 e a “fortalecer a democracia”. Mais de economia

Decreto das bets

O ex-presidente também reavaliou o decreto das bets, assinado em 2018, que abriu caminho para a legalização das casas de apostas esportivas no país. Leia também: Irã diz que EUA violaram memorando de fim da guerra ao impor sanções

“Eu não aplaudo aquele meu ato. De vez em quando, eu recuava em certos decretos— melhor, eu os modificava. A imprensa anunciava: ‘Temer recua’. E eu dizia: ‘Ainda bem que recuei, porque não tenho compromisso com o erro’. Então, eu não aplaudo aquele meu ato”, afirmou.

Questionado sobre o impacto das apostas na vida das famílias brasileiras e na economia, Temer disse que considerou, na época, que a lei seria regulamentada posteriormente, o que não ocorreu durante a gestão de Jair Bolsonaro.

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