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'Super Mario Galaxy' deve bater recorde do ano com R$ 2 bilhões de bilheteria

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'Super Mario Galaxy' deve bater recorde do ano com R$ 2 bilhões de bilheteria
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Super Mario Galaxy: O Filme

  • Quando Estreia nesta qua. (1º) nos cinemas
  • Classificação 6 anos
  • Produção Estados Unidos, 2026
  • Direção Michael Jelenic e Aaron Horvath

Ryan Gosling e seu "Devoradores de Estrelas" que se preparem. Depois de a comédia despontar como a melhor estreia americana deste ano, outra aventura intergalática já está pousando nos cinemas mundiais para roubar essa coroa. As previsões são de que "Super Mario Galaxy: O Filme" passe dos US$ 350 milhões pelo mundo com sua chegada às telonas, nesta quarta-feira (1º), e que, ao longo das semanas, se torne mais uma animação de lucro recorde.

Cena de 'Super Mario Galaxy: O Filme', dirigido por Michael Jelenic e Aaron Horvath - Divulgação

Afinal, seu antecessor, "Super Mario Bros. O Filme", há três anos, passou de US$ 1,3 bilhão no mundo com o sucesso do casamento entre Japão —representado pela Nintendo, dona da franquia de games aclamada— e Estados Unidos —a Universal e o estúdio Illumination, criadores dos hits "Meu Malvado Favorito" e "Minions".

O segundo fruto desta união é um repeteco de tudo que havia de bom no irmão mais velho: uma jornada frenética, agradável, engraçada, sem decisões polêmicas, com o melhor apuro visual e cores do cinema de animação comercial recente, além de muitos e muitos presentinhos para os fãs.

Aliás, essas referências a toda sorte de personagens, cenários, videogames e temas musicais são o esqueleto de "Super Mario Galaxy", assim como no filme de 2023. Parecem até mais ostensivas nessa continuação, que cita outras criações de Shigeru Miyamoto, o pai do encanador bigodudo, mas de fora de seu universo —como o raposo Fox McCloud, do jogo de nave "Star Fox", ou as criaturinhas-planta de "Pikmin".

A graça, porém, está mais em como o roteiro e a direção sabem articular todos estes elementos estranhos e surreais —tratados com naturalidade em videogames antigos— no calor da ação cinematográfica.

É como se o espectador estivesse investido numa jogatina, saltando de fase em fase, por uma hora e meia, mas com o tratamento básico dos manuais hollywoodianos. Leia também: Trump pode perder para um camelo na disputa para entrar no reino dos céus

"Super Mario Galaxy", afinal, se sustenta num fiapo de enredo. Mario, seu irmão Luigi e a princesa Peach terminaram a aventura anterior aprisionando Bowser, o vilão tartaruga, num castelo de miniatura e tocam suas vidas ajudando os vizinhos do reino Cogumelo.

Nisso, entram em cena duas figuras novas na telona —Bowser Jr., o filho do malvadão, que segue os passos do pai e captura a princesa Rosalina, residente num castelo espacial, cuidando de dezenas de estrelinhas fofas e gorduchas. Mais "girl power" aqui do que no jogo "Super Mario Galaxy", de 2007, Rosalina protagoniza a primeira sequência de luta, combatendo um robô gigante com sua varinha mágica, mas acaba sequestrada pelo antagonista.

Seu plano, então, é salvar o pai e usar a magia da jovem como combustível para uma espécie de Estrela da Morte que reduzirá o universo a cinzas. A missão de resgate caberá não só a Mario e Luigi, mas também a Peach —com ainda mais protagonismo e cenas sentimentais—, ao cogumelo Toad e ao dinossaurinho verde Yoshi, cujo carisma de pet tem ajudado a vender o filme entre brinquedos e baldes de pipoca de R$ 200.

Depois de Rosalina, é ele quem rouba a cena, quando é encontrado pelos irmãos perdido numa paisagem desértica de "Super Mario Odyssey". Ele acaba lá, depois de um passeio atrapalhado pelo Brooklyn, de onde saem as primeiras risadas e piadas visuais do filme. Depois, infelizmente, assim como a princesa, o bichinho não será bem aproveitado pela trama. Mais de entretenimento

De certa forma, prevalecem no longa momentos como esses —encantadores, que seguram a barra de um filme pipoca infantil, mas não mais que isso. É o caso da ótima luta num cassino, envolvendo Peach e os exóticos inimigos de "Super Mario Bros. 2" —como a dinossauro rosa Birdo, o sapo Wart e uma multidão de ninjas—; ou ainda dos conflitos finais no planeta de Bowser Jr., com direito a alguns experimentos nostálgicos em 2D.

Talvez a grande melhoria em relação ao antecessor seja na música. Além de um desenho de som impecável para as cenas grandiosas, a trilha não recorre a hits dos anos 1980, como "Take on Me", do a-ha, nem a músicas cantadas por Jack Black, dublador em inglês do Bowser. Agora, a trilha toda instrumental é derivada, em grande parte, do trabalho de Koji Kondo, compositor dos games.

Ao mesmo tempo em que é fiel a todo esse universo criado ao longo de 40 anos, o que se vê na telona não tem o mesmo frescor dos jogos. Cada lançamento da série principal, mesmo seguindo fórmulas, arriscou e virou modelo para a indústria. Leia também: Casagrande conta histórias sobre Sócrates, Rita Lee e Baby do Brasil no teatro

Foi assim no salto do primeiro "Super Mario Bros.", de 1985, para o primoroso "Super Mario Bros. 3", de 1988, esses no NES, em 8-bits. Seguiu-se o aclamado "Super Mario World", no Super Nintendo, em 1990, e, seis anos depois, "Super Mario 64", quando o personagem chegou ao 3D. E assim por diante.

"Super Mario Galaxy" se consagrou como clássico do Wii, ganhou uma continuação —ambos relançados recentemente— e, no cinema, virou apenas um dos elementos desta sopa, temperada com elementos de "Super Mario Wonder", "Sunshine", "Yoshi's Crafted World" e tantos outros.

Mesmo assim, a Illumination, estrategicamente, não pecou pelo excesso. Deixou sobras suficientes para alimentar mais uma dezena de arrasa-quarteirões, se conseguir manter o pique e não se descuidar com o tempo, feito o Universo Cinematográfico Marvel.

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