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Ler matéria →Sula Ximenes, engenheira civil e a primeira mulher a presidir o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), pediu exoneração do cargo pela segunda vez em pouco mais de um ano, confirmou a autarquia nesta terça-feira ( ). Em seu pedido, a gestora teceu críticas contundentes ao governo estadual, alegando que acordos administrativos, orçamentários e operacionais cruciais para o desempenho de suas funções não foram mantidos após seu retorno em 26 de maio.
A Segunda Saída de Sula Ximenes do DeracreA Segunda Saída de Sula Ximenes do Deracre
A recente passagem de Sula Ximenes pela presidência do Deracre durou apenas pouco mais de 30 dias. Ela havia deixado o comando do órgão em 1º de abril deste mesmo ano, com o objetivo de se lançar como pré-candidata a uma vaga de deputada estadual. Contudo, em 26 de maio, ela reassumiu o posto, segundo relatos, após um suposto pedido da então governadora Mailza Assis (PP), sob a condição de que certas garantias fossem asseguradas para a condução da autarquia. Essas premissas, conforme o pedido de exoneração da gestora, não foram cumpridas.
A saída de Sula Ximenes ainda não foi formalizada com a publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) e o governo estadual optou por não se manifestar publicamente sobre a decisão da gestora ou as críticas apresentadas. Além de Sula, Roberto Assaf de Oliveira, que ocupava a diretoria administrativa e financeira do Deracre e havia assumido a presidência interinamente na primeira saída de Ximenes, também pediu exoneração.
Acordos Não Cumpridos e Críticas à Gestão EstadualAcordos Não Cumpridos e Críticas à Gestão Estadual
No documento que formaliza seu desligamento, Sula Ximenes detalha que seu retorno à frente do Deracre foi motivado pela “lealdade institucional” e por um convite da governadora, que a teria instado a deixar de lado seus planos de candidatura à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) ou de suplência ao Senado. Contudo, a gestora afirma ter verificado, após o retorno, que “compromissos anteriormente assumidos não foram mantidos” e que as “condições de trabalho necessárias ao adequado desempenho das atividades do Deracre não foram asseguradas”. Leia também: volta redonda x amazonas fc: o que muda após volta redonda encerra preparação
Essa situação, segundo a ex-presidente, comprometeu a condução das ações sob sua responsabilidade, tornando insustentável sua permanência. Ela também mencionou que o cenário eleitoral, crucial para sua primeira decisão de saída, passou por “mudanças relevantes”, indicando que o contexto político influenciou novamente sua decisão.
Desafios do Deracre e Contexto da Infraestrutura AcreanaDesafios do Deracre e Contexto da Infraestrutura Acreana
O Deracre, órgão responsável pela infraestrutura rodoviária e hidroviária do Acre, enfrenta desafios significativos. Recentemente, uma vistoria técnica foi realizada por equipes do departamento e da construtora responsável após o desabamento de uma estrutura importante. Em outro caso que chamou atenção pública, uma ponte que custou R$ 36 milhões aos cofres públicos foi interditada pouco mais de dois anos após sua inauguração, evidenciando as complexidades e a demanda por gestão eficaz na infraestrutura local.
Em nota, Sula Ximenes expressou gratidão pela oportunidade, agradecendo à governadora Mailza Assis pelo “respeito institucional”, ao governador Gladson Camelí pela confiança e ao senador Márcio Bittar pelo apoio. Ela ressaltou que a confiança depositada permitiu seu crescimento e a experiência de ser a primeira mulher a presidir a autarquia em mais de seis décadas de existência. Mais de noticia
O que se sabe até agoraO que se sabe até agora
- Sula Ximenes pediu exoneração da presidência do Deracre em , após apenas um mês de seu segundo mandato no cargo.
- A gestora alegou que compromissos administrativos, orçamentários e operacionais prometidos pelo governo estadual para seu retorno não foram cumpridos.
- O governo do Acre informou que não se manifestará sobre a saída nem sobre as críticas feitas por Sula Ximenes.
- Roberto Assaf de Oliveira, então diretor administrativo e financeiro do Deracre e que presidiu o órgão interinamente antes do retorno de Ximenes, também se desligou.
- A exoneração ocorre em um período de atenção à infraestrutura do Acre, incluindo a interdição de uma ponte de R$ 36 milhões e o colapso de outra estrutura.
Perguntas frequentes
O que motivou a saída de Sula Ximenes do Deracre?
Sula Ximenes alegou que seu retorno à presidência do Deracre, ocorrido em, foi condicionado a garantias administrativas, orçamentárias e operacionais que, segundo ela, não foram mantidas pelo governo estadual, comprometendo a gestão do órgão. Além disso, mencionou mudanças no cenário eleitoral como um fator.
Qual o impacto da exoneração de Sula Ximenes na gestão do Acre?
A saída da presidente do Deracre, acompanhada de críticas à gestão estadual e do desligamento de outro diretor, indica um período de instabilidade na cúpula da autarquia responsável pela infraestrutura do Acre. A situação levanta questões sobre a continuidade de projetos e a eficácia da administração pública no setor. Leia também: CNH Gratuita: SEST SENAT abre 100 vagas para mudança de categoria em Feira de Santana
Quem é Sula Ximenes e qual sua trajetória no Deracre?
Sula Ximenes é uma engenheira civil que fez história ao se tornar a primeira mulher a presidir o Deracre em mais de 60 anos. Ela teve uma primeira gestão de mais de dois anos, saindo em abril de 2026 para fins eleitorais, e retornou em maio do mesmo ano, permanecendo por pouco mais de um mês antes desta nova exoneração.
Parágrafo finalA reincidência na saída de Sula Ximenes da liderança do Deracre, acompanhada de alegações de acordos não cumpridos e críticas explícitas ao executivo, projeta incerteza sobre a governança de uma das áreas mais vitais para o desenvolvimento do Acre: a infraestrutura. O episódio não apenas coloca em xeque a estabilidade política e administrativa, mas também pode influenciar a percepção pública sobre a capacidade de gestão do governo em um momento de desafios complexos, como a manutenção e construção de vias e estruturas que conectam o estado.






