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Suíça rejeita plano de limitar sua população a 10 milhões

REUTERS/Denis Balibouse/File Photo Publicidade A Suíça rejeitou neste domingo (14) um referendo que previa limitar a população do país a 10 milhões de habitantes

Suíça rejeita plano de limitar sua população a 10 milhões
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A Suíça rejeitou neste domingo (14) um referendo que previa limitar a população do país a 10 milhões de habitantes, priorizando a estabilidade econômica e a manutenção dos laços com a União Europeia em vez das preocupações com os impactos da imigração sobre os serviços públicos e o mercado imobiliário.

A apuração preliminar mostrou que cerca de 55% dos eleitores votaram contra a proposta, enquanto 45% apoiaram a medida. Com informações da CNBC.

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A consulta, comparada por analistas ao referendo do Brexit no Reino Unido em 2016, gerou apreensão entre empresas, já que sua aprovação poderia colocar em risco a livre circulação de trabalhadores entre a Suíça e a União Europeia, principal parceiro comercial do país.

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Defendida pelo Partido Popular Suíço, de direita, a proposta determinava que a população não poderia ultrapassar 10 milhões de habitantes antes de 2050. Caso esse limite fosse excedido por dois anos consecutivos, o governo seria obrigado a encerrar o acordo de livre circulação de pessoas com a União Europeia.

O governo suíço fez campanha pela rejeição da proposta. Após o resultado, o ministro da Justiça, Beat Jans, comemorou a decisão dos eleitores, mas afirmou que o governo continuará buscando medidas para responder às preocupações da população com habitação e imigração. Mais de economia

“Com a decisão de hoje, o eleitorado enviou um sinal de estabilidade, abertura e confiabilidade”, disse Jans em entrevista coletiva ao lado do presidente suíço, Guy Parmelin. Leia também: Economia: O que movimentou a semana

Para Urs Bieri, da empresa de pesquisas GFS Bern, a proposta foi derrotada porque, apesar de haver preocupação com o crescimento populacional, prevaleceu o receio de que a medida prejudicasse as relações com a União Europeia e dificultasse a contratação de mão de obra, inclusive de profissionais essenciais, como cuidadores.

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