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Sucesso de 'O Diabo Veste Prada 2' impulsiona venda de pipoca artesanal

Thales de Menezes O Diabo Veste Prada 2 Quando Em cartaz nos cinemas Onde Estados Unidos, 2026 Classificação 14 anos Elenco Anne Hathaway, Meryl Streep e Emily Blunt

Sucesso de 'O Diabo Veste Prada 2' impulsiona venda de pipoca artesanal
Thales de Menezes

O Diabo Veste Prada 2

  • Quando Em cartaz nos cinemas
  • Onde Estados Unidos, 2026
  • Classificação 14 anos
  • Elenco Anne Hathaway, Meryl Streep e Emily Blunt
  • Direção David Frankel

Exatas duas décadas depois, chega o segundo "O Diabo Veste Prada". Será mais engraçado do que o filme original? Mais charmoso ou glamoroso? Essas dúvidas podem ser respondidas por outra pergunta: quem liga para comparações?

Duas mulheres posam lado a lado contra fundo cinza. A da esquerda tem cabelo branco curto, veste preto e usa brincos grandes. A da direita tem cabelo longo e ondulado, veste colete preto listrado e colares de pérolas.
Meryl Streep e Anne Hathaway em cena do filme 'O Diabo Veste Prada 2', de David Frankel - Divulgação

Porque "O Diabo Veste Prada 2" não é uma sequência como tantas que chegam às salas de exibição. É uma celebração, talvez a mais concorrida da temporada.

Leia no AINotícia: Economia: Panorama Semanal de Mercados, Empresas e Políticas

Assistir ao filme é também uma brincadeira para descolados, desafiados a descobrir cada celebridade fashion que aparece. Principalmente na parte final, em que a ação se passa em um megadesfile em Milão. E põe mega nisso.

Designers, modelos, socialites, membros de famílias reais europeias, Lady Gaga. Há 20 anos, "O Diabo Veste Prada" foi aos cinemas e se tornou um verdadeiro ícone da moda nas telas. Agora, o segundo filme já nasceu com esse caráter. Então todo mundo, literalmente, queria aparecer numa mísera cena que fosse. Poucos conseguiram. Gaga? É claro! Leia também: Economia: Panorama Semanal Destaca Superávit, Etanol e Mercado Global

Uma vez definido como um fenômeno midiático, e o filme? É possível dizer que ele se sai bem num grande desafio. A ação foi atualizada para o mundo ultraconectado de hoje de modo criativo. A comparação entre a vida digital de 2006, ainda sem inteligência artificial, e o cotidiano colado em telas de 2026 aparece em vários diálogos.

Mas o roteiro merecia mais argumentação. No início da narrativa, Andy Sachs, papel de Anne Hathaway, ganha um prêmio de destaque jornalístico no mesmo dia em que a revista politicamente engajada na qual trabalha fecha as portas e demite a redação.

E as agruras das revistas impressas fadadas a morrer também alcançam gigantes do tipo. No caso, a Runway, onde Andy viveu aventuras há 20 anos, sob a opressão da poderosa e intransigente editora Miranda Priestly, papel de Meryl Streep. Várias circunstâncias levam Andy de volta à redação da Runway, onde reencontra Miranda, ainda uma tirana, e Nigel, papel de Stanley Tucci, escudeiro fiel da chefe e espécie de protetor da Andy de 2006.

Uma vez o grupo reposicionado, o fraco roteiro começa um jogo com vários possíveis destinos para a Runway. Nada animadores, já que o dono morre e seu império cai nas mãos do filho, com a intenção de eliminar a revista. Mais de economia

Se o primeiro filme tinha Andy como fio condutor da trama, agora a personagem é no máximo um novelo emaranhado. Durante o filme, Andy e Miranda se unem e se separam várias vezes. E Nigel é desanimado, com uma interpretação fraca de Stanley Tucci.

Homem calvo com óculos e camisa xadrez observa algo fora do quadro ao lado de mulher de cabelos longos e escuros que apoia o queixo na mão. Fundo desfocado com outras pessoas presentes.
Stanley Tucci e Anne Hathaway em cena do filme 'O Diabo Veste Prada 2', de David Frankel - Divulgação

Difícil dizer algo sobre Streep. Mesmo no piloto automático, ela dispara caras e bocas que ainda surpreendem o público. A lembrança da fantástica Miranda do primeiro filme praticamente garante à plateia que ela ainda deve ter cartas na manga diante dos piores momentos de sua luta para preservar sua revista. Leia também: Mulheres negras buscam estabilidade e segurança para crescer profissionalmente

Por fim, talvez todo mundo esperasse mais de Hathaway. Sua segunda encarnação de Andy não repete o vigor do primeiro filme. Suas cenas com novos personagens, os jovens funcionários da revista, não decolam.

E ainda é frouxo o romance providenciado pelo roteiro, com o dono do apartamento que busca comprar. Sem vigor narrativo, as mudanças de rumo não surpreendem quem está assistindo.

Só resta o que se poderia esperar de uma continuação de "O Diabo Veste Prada" —admirar celebridades e roupas incríveis. Se isso dá um filme, é difícil afirmar.

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