← Política
1 pessoa lendo agora Política

STJ condena ex-governador do Acre a 25 anos de prisão por organização criminosa e corrupção

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) condenou nesta quarta-feira (6) o ex-governador do Acre Gladson Cameli (PP) a 25 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de

STJ condena ex-governador do Acre a 25 anos de prisão por organização criminosa e corrupção

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) condenou nesta quarta-feira (6) o ex-governador do Acre Gladson Cameli (PP) a 25 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações por um esquema envolvendo contratos públicos. A corte também decretou a perda do cargo de Cameli, apesar de ele já ter renunciado ao Executivo estadual no início de abril para concorrer a uma vaga ao Senado, e determinou o pagamento de multa e de indenização ao estado do Acre no valor de R$ 11,7 milhões. Em nota divulgada nas redes sociais, Cameli disse ter recebido a decisão com serenidade e afirmou que irá recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal).

" Ressalto que essa etapa no STJ não altera de forma alguma, a minha confiança no resultado final da Justiça", afirmou. A maioria da Corte Especial do STJ (colegiado com os integrantes mais antigos do tribunal) seguiu o voto da relatora do caso, Nancy Andrighi.

Leia no AINotícia: Panorama Político da Semana: Embates, Eleições 2026 e Gestão Leia também: Família Etchegoyen, de coronel que guardou arquivos com crimes da ditadura, tem influência no Exército há gerações

Os ministros João Otávio de Noronha, Sebastião Reis Júnior e Raul Araújo divergiram principalmente quanto à pena. Segundo a relatora, Gladson Cameli era líder de um esquema que visava seu enriquecimento e contava com o seu irmão Gledson de Lima Cameli, além de um núcleo político composto por servidores comissionados de alto escalão. "

Extraem-se dos autos diversas movimentações financeiras que apontam que a verba desviada do erário enriqueceu Gladson e seu núcleo familiar", afirmou a ministra. Gladson Cameli se tornou réu no STJ em 2024, após ter sido acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de receber mais de R$ 6 milhões em propina. Durante o processo no STJ, a defesa do ex-governador negou as irregularidades.

Inicialmente, o órgão estimou que as supostas irregularidades relacionadas ao governador causaram prejuízos de quase R$ 11,7 milhões aos cofres públicos. Os autos apontam que houve contratação fraudulenta da empresa Murano Construções, que teria recebido R$ 18 milhões para a realização de obras viárias e de edificação. Análises técnicas também indicaram que teria havido um sobrepreço de R$ 8,8 milhões, além de um superfaturamento de R$ 2,9 milhões nos serviços contratados. Mais de politica

A CGU (Controladoria-Geral da União) apontou irregularidades como o pagamento por insumos e serviços que não foram efetivamente fornecidos. Isso foi possível, segundo a denúncia, a partir de fraudes nas medições e termos assinados por servidores que integravam o esquema. A Murano e empresas subcontratadas por ela —uma das quais tem como sócio o irmão do ex-governador— pagaram propina ao chefe do Executivo estadual em valores que superam os R$ 6,1 milhões, por meio do pagamento de parcelas de um apartamento em bairro nobre de São Paulo e de um carro de luxo, segundo as investigações. Leia também: Conselho de Ética da Câmara recomenda suspensão de três deputados

Embora a denúncia trate apenas dos crimes praticados no âmbito do contrato firmado pelo Governo do Acre com a Murano, afirmou a PGR, o esquema se manteve mesmo após o encerramento da contratação. O órgão afirma que há indícios de fraudes em oito contratos, e a estimativa é que os prejuízos aos cofres públicos alcancem quase R$ 150 milhões. Comentários

Família Etchegoyen, de coronel que guardou arquivos com crimes da ditadura, tem influência no Exército há gerações
Politica

Família Etchegoyen, de coronel que guardou arquivos com crimes da ditadura, tem influência no Exército há gerações

Ler matéria →

Leia também