STF aceita denúncia contra Silas Malafaia por injúria a comandante do Exército

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (28), receber a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o pastor Silas Malafaia por injúria ao comandante do Exército, general Tomás Paiva. Com a decisão, o pastor se torna réu e responderá a um processo penal. A Corte, no entanto, rejeitou a acusação de calúnia (segundo G1).

A acusação e o discurso em São Paulo

O caso se refere a declarações proferidas por Silas Malafaia em um ato com apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, no ano passado. Na ocasião, o pastor teria chamado a cúpula do Exército de “frouxos”, “covardes” e “omissos” durante um discurso com o lema "Justiça Já", voltado à pressão por anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos de . A PGR pediu a abertura da ação penal por calúnia e injúria, argumentando que as falas foram públicas e compartilhadas nas redes sociais do denunciado, com o claro propósito de constranger e ofender os oficiais-generais.

O julgamento na Primeira Turma do STF

A denúncia foi analisada pela Primeira Turma do STF. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou inicialmente por receber a acusação tanto por calúnia quanto por injúria. No entanto, após pedido de vista do ministro Cristiano Zanin, o julgamento foi retomado e o placar se inverteu. Zanin votou por rejeitar a acusação de calúnia, sob o argumento de que a PGR não descreveu um fato específico e definido como crime a partir das palavras do pastor. Ele, contudo, votou para aceitar a denúncia por injúria. A ministra Cármen Lúcia acompanhou o entendimento de Zanin, enquanto o ministro Dino se alinhou a Moraes. Com o empate no julgamento, prevaleceu a decisão mais favorável ao acusado, resultando na aceitação da denúncia apenas para o crime de injúria (segundo G1). Leia também: Pesquisa em PE: Marília Arraes lidera intenções de voto para o Senado

Defesa e desdobramentos

Em sua defesa, os advogados de Silas Malafaia argumentaram que o caso não deveria ser analisado pelo STF e que as ações do pastor não configuraram crime, pedindo a rejeição da denúncia. A decisão de tornar Malafaia réu no crime de injúria pode ter implicações futuras, especialmente considerando o contexto de polarização política e os eventos que levaram a manifestações e investigações relacionadas aos atos antidemocráticos. O projeto de lei que previa anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro foi aprovado pelo Congresso, mas vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste ano (segundo G1).

O que se sabe até agora

Este desdobramento judicial adiciona mais um capítulo à complexa relação entre figuras religiosas, o meio político e as instituições militares no Brasil. A decisão do STF, ao aceitar a denúncia por injúria, reforça a atuação da Corte na apuração de possíveis crimes cometidos contra autoridades públicas, mesmo em discursos realizados em manifestações políticas. Saiba mais sobre os desdobramentos no STF. Mais de politica

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STF recebe denúncia contra Silas Malafaia a comandante do Exército

Primeira Turma da Corte tornou o pastor réu pró-Bolsonaro em São Paulo em 2025, mas rejeitou acusação de calúnia.

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