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SP confirma sexta morte e 10º caso de febre amarela; saiba como se proteger

SP confirma sexta morte e 10º caso de febre amarela; saiba como se proteger Vacinação é a melhor maneira de se proteger contra o vírus, que é transmitido por mosquitos O

SP confirma sexta morte e 10º caso de febre amarela; saiba como se proteger

SP confirma sexta morte e 10º caso de febre amarela; saiba como se proteger Vacinação é a melhor maneira de se proteger contra o vírus, que é transmitido por mosquitos O governo de São Paulo confirmou, no começo desta semana, mais uma morte por febre amarela no estado em 2026.

O óbito foi registrado em Lençóis Paulista, na região de Bauru, e envolvia um paciente do sexo masculino, de 54 anos e sem histórico de vacinação contra a doença. Ao todo, são 10 casos e seis mortes confirmadas no estado neste ano até a última atualização dos números, em 1º de junho. Confira como está a situação epidemiológica e o que fazer para se proteger da doença.

Leia no AINotícia: Panorama da Saúde: Novidades em Tratamentos e Prevenção Leia também: Pseudomonas aeruginosa ganha destaque após novo desdobramento em pseudomonas

Qual a situação epidemiológica em SP em 2026? Até o momento, o estado de São Paulo registrou 10 casos e seis mortes associadas à febre amarela em 2026. A maioria dos episódios ocorreu na região do Vale do Paraíba, com cinco casos (quatro deles evoluindo a óbito) em Lagoinha, dois em Cruzeiro (sem registro de morte) e outro em Cunha (que também veio a falecer).

Os casos remanescentes ocorreram na região de Sorocaba, com um caso (sem morte) no município de Araçariguama e o óbito mais recente registrado na região de Bauru, em Lençóis Paulista. O que é a febre amarela A febre amarela é uma arbovirose, isto é, uma doença viral transmitida por mosquitos.

Seu ciclo atualmente é majoritariamente silvestre, com insetos dos gêneros Haemagogus e Sabethes sendo os principais vetores. Em áreas urbanas, ele também pode ser transmitido pelo Aedes aegypti – o mosquito mais famoso pela dengue – mas essa transmissão é considerada bem mais rara. Por isso, o principal risco geralmente está em áreas rurais e de mata, tanto para moradores quanto para visitantes, como turistas frequentam acampamentos ou atividades de ecoturismo, por exemplo.

Vale ainda destacar: embora outros primatas também sejam hospedeiros naturais da febre amarela, os macacos não transmitem a doença para seres humanos. Eles não devem ser mortos quando viram notícia por ter o vírus. A presença do vírus em primatas não-humanos é investigada como uma forma de monitorar se há circulação do patógeno em uma determinada região, o que pode colocar as pessoas da área em risco. Mais de saude

No fim de maio, um macaco de Santo André, no ABC paulista, teve um caso confirmado de febre amarela, mesmo que a região ainda não tenha nenhum caso confirmado em humanos. Como se proteger O principal método de prevenção para a febre amarela é a vacinação. Leia também: Sexo é saúde ganha destaque após novo desdobramento em sexo é saúde: o que

O imunizante é indicado sobretudo para pessoas que nunca receberam a vacina antes e vivem ou vão visitar áreas onde há circulação da doença. Neste caso, a recomendação é que a imunização seja feita ao menos 10 dias antes da viagem. No Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina está disponível com as seguintes recomendações de aplicação: - Para crianças: uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos; - Para pessoas que só receberam uma dose antes dos 5 anos: uma dose de reforço; - Pessoas de 5 a 59 anos que nunca foram vacinadas: imunização em dose única; - Pessoas com 60 anos ou mais que moram ou vão para áreas com circulação do vírus: devem atualizar a vacina se não houver contraindicação médica para isso.

Além disso, pessoas que receberam o imunizante fracionado durante o surto de febre amarela registrado em 2018 devem completar o esquema vacinal se não o fizeram antes. A aplicação da dose fracionada foi uma estratégia emergencial que só conferia proteção limitada por um período de até oito anos, prazo que se encerra justamente em 2026. Para pessoas que não podem receber a vacina, o que inclui bebês de menos de 9 meses e idosos acima de 60 anos com contraindicações, outras medidas de proteção incluem estratégias básicas de defesa contra os insetos que transmitem o vírus, como repelentes (adequados à idade no caso das crianças) e mosquiteiros.

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