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'Sou um servo de Deus': o que indicado de Lula ao STF disse até agora em sabatina no Senado

'Sou um servo de Deus': o que indicado de Lula ao STF disse até agora em sabatina no Senado Crédito, Agência Senado Legenda da foto, Sabatina no Senado é etapa decisiva

'Sou um servo de Deus': o que indicado de Lula ao STF disse até agora em sabatina no Senado
'Sou um servo de Deus': o que indicado de Lula ao STF disse até agora em sabatina no Senado
Jorge Messias na sabatina do Senado

Crédito, Agência Senado

Legenda da foto, Sabatina no Senado é etapa decisiva da indicação de Jorge Messias ao STF
Há 47 minutos
Tempo de leitura: 7 min

O advogado-geral da União, Jorge Messias, está sendo sabatinado no Senado nesta quarta-feira (29/4) em uma etapa decisiva para sua indicação a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Diante da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o indicado do presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) se apresentou e, agora, responde a perguntas sobre sua trajetória e posições sobre temas como o papel do Estado e do próprio STF, religião, aborto e outras questões consideradas chave pelos senadores.

Dentre os requisitos para ocupar uma cadeira no STF está que candidatos devem ter "notável saber jurídico e reputação ilibada", o que, como ressaltaram especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, não deve ser confundido com títulos acadêmicos e nem tem sido adotado como critério decisivo nas nomeações.

Também deve pesar na avaliação dos senadores a proximidade de Messias, que tem 46 anos, com Lula, um critério que tem sido adotado pelo presidente em seu terceiro mandato para suas indicações ao STF — o advogado-geral da União é o terceiro nome apontado por Lula desde que voltou ao Planalto. Leia também: O que explica derrota histórica de Lula no Senado (e qual recado envia ao STF)

Atualmente, o STF é composto por quatro ministros indicados por Lula: Cristiano Zanin e Flávio Dino chegaram à Corte no atual governo; Cármen Lúcia foi indicada no primeiro; e Dias Toffoli no segundo. Outros dois — Luiz Fux e Edson Fachin — foram indicados pela sucessora de Lula, Dilma Rousseff (PT).

O decano do STF, Gilmar Mendes, foi indicação de Fernando Henrique Cardoso, e Alexandre de Moraes, de Michel Temer (MDB). Jair Bolsonaro indicou outros dois: Kássio Nunes Marques e André Mendonça.

Após a sabatina de Messias, os senadores votarão, primeiro na CCJ e depois no plenário — onde precisará da maioria absoluta dos votos —, se ele deve ou não assumir a vaga no Supremo pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro passado.

Confira a seguir o que Messias disse até agora.

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Jorge Messias fala na sabatina no Senado

Crédito, Agência Senado Mais de mundo

Legenda da foto, Messias defendeu que STF precisa estar em constante aperfeiçoamento

Messias afirmou ao se apresentar no início da sabatina que sua atuação como advogado-geral da União permitiu que ele observasse de perto o Supremo.

"Como advogado-geral da União, sou testemunha da importância do Supremo Tribunal Federal para o nosso país [...]. O Supremo vem lidando com toda espécie de desafios e, entre erros e acertos, vem se mantendo firme como guardião da supremacia constitucional e do nosso Estado de Direito", disse.

Para Messias, o STF faz parte do "amadurecimento cívico do Brasil" e é instituição central "do nosso arranjo democrático". Leia também: Derrota de Lula é sem precedentes desde o século 19

O advogado-geral da União também admitiu que a Corte precisa estar em constante aperfeiçoamento. "Ajustes de rota não são sinais de fraqueza, mas fortalecem o Judiciário", disse.

"A credibilidade da Corte é um compromisso e uma necessidade. Precisamos que o STF se mantenha aberto ao aperfeiçoamento. Em uma República, todo poder deve se sujeitar a regras e contenções", afirmou ainda.

Messias afirmou ainda que "são as sentenças que falam pelo tribunal". Segundo o indicado ao STF, quanto mais individualizada é a atuação dos ministros, mais se reduz a atuação institucional do STF.

Messias afirmou ainda que despersonalizar o processo da Corte promove segurança jurídica e diminui a percepção pública de que as decisões tomadas pelo STF são politizadas.

"Nem ativismo, nem passivismo, a palavra é equilíbrio", afirmou

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