Astrônomos identificaram um raro sistema planetário em que um gigantesco “Júpiter quente” não está sozinho. O sistema TOI-1130 chamou a atenção porque abriga um planeta gigante extremamente próximo de sua estrela, acompanhado por um segundo planeta menor, algo incomum nesse tipo de configuração cósmica.
Os chamados “Júpiteres quentes” são gigantes gasosos que orbitam muito perto de suas estrelas. Apesar disso, eles não se formam nessas regiões escaldantes. Os cientistas acreditam que esses planetas nascem muito mais distantes e depois migram para áreas internas do sistema, segundo informações do site Space.com.
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Durante essa migração, a enorme gravidade desses gigantes costuma expulsar outros planetas do caminho. Porém, no sistema TOI-1130, isso aparentemente não aconteceu. O gigante TOI-1130c permaneceu acompanhado de um planeta menor chamado TOI-1130b.
Para quem tem pressa:
- O sistema em questão fica a cerca de 190 anos-luz da Terra e possui dois planetas (sendo o maior um “Júpiter quente”) próximos de sua estrela;
- A observação dos corpos celestes foi realizada pelo telescópio James Webb;
- O segundo, e menor, planeta foi representado como um “mini-Netuno” devido à sua atmosfera rica em compostos pesados;
- Estima-se que os dois planetas provavelmente migraram juntos.
O telescópio James Webb também revelou a composição atmosférica dos planetas
A descoberta ganhou força após observações feitas pelo James Webb. Os pesquisadores analisaram a atmosfera do mini-Netuno (o planeta menor) enquanto ele passava diante de sua estrela, observando quais comprimentos de onda de luz eram absorvidos. Leia também: iPhone 17 Pro Max (1 TB) tem um dos menores preços do ano com cupom na Amazon

Os dados mostraram uma atmosfera rica em vapor d’água, dióxido de carbono, dióxido de enxofre e sinais de metano. Essa composição indica que o planeta se formou longe da estrela, além da chamada “linha de gelo”, região fria onde a água existe principalmente em forma sólida.
Leia mais:
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- Mistério cósmico em órbita: por que alguns planetas têm luas e outros não?
Planetas migraram juntos pelo sistema
Segundo os pesquisadores, o mini-Netuno conseguiu sobreviver porque migrou junto com o Júpiter quente em vez de ser expulso por ele. Os dois planetas permaneceram gravitacionalmente conectados até estabilizarem suas órbitas atuais.

Hoje, TOI-1130b (mini-Netuno) completa uma órbita em quatro dias, enquanto TOI-1130c (“Júpiter quente”) leva oito dias. Isso cria uma ressonância orbital de 2 para 1. Mais de tecnologia
Nesse arranjo, o planeta menor realiza duas voltas completas para cada órbita do gigante gasoso, mantendo o sistema gravitacionalmente equilibrado.
Sistema raro desafia modelos planetários
Os cientistas afirmam que essa arquitetura planetária é uma das mais raras já observadas. Além de desafiar modelos tradicionais sobre Júpiteres quentes, o sistema oferece pistas importantes sobre como mini-Netunos podem sobreviver próximos de estrelas extremamente quentes. Leia também: Byung-Chul Han, filósofo: “Hoje, não somos obrigados a trabalhar por ninguém
Os pesquisadores acreditam que o caso do sistema TOI-1130 pode ajudar a explicar outros sistemas planetários incomuns encontrados próximos de estrelas distantes.
Matheus Labourdette é redator no Olhar Digital.
Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.
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